Secretário do Tesouro americano disse que fará uma coletiva de imprensa na segunda-feira 'para falar exatamente sobre o que vamos fazer' em relação à República Islâmica 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, fala com jornalistas do lado de fora da Casa Branca, em Washington, em 20 de agosto de 2026 — Foto: AP Photo/Jacquelyn Martin O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou nesta quinta-feira que o plano do governo do presidente Donald Trump para asfixiar a economia do Irã provavelmente eliminará a necessidade de novas operações militares dos Estados Unidos contra a República Islâmica. “Se estivermos exercendo pressão econômica máxima, isso significa que provavelmente não haverá uma retomada de operações militares de grande escala”, disse Bessent em entrevista ao programa “Squawk on the Street”, da CNBC. Bessent acrescentou que fará uma coletiva de imprensa na segunda-feira “para falar exatamente sobre o que vamos fazer” em relação ao Irã. O secretário desconversou ao ser questionado se as novas medidas incluiriam a China, dizendo que “algumas conversas é melhor manter em privado” e que “todos, incluindo a China, querem ver o Estreito de Ormuz reaberto." Na noite de quarta-feira, o presidente Donald Trump anunciou uma “guerra econômica contra o Irã”. “Anuncio a mais devastadora operação econômica já realizada contra qualquer país”, disse o presidente americano em publicação na plataforma Truth Social. “Isto será uma guerra econômica e um isolamento em escala sem precedentes.” Na mesma postagem, ele também ameaçou punir países que auxiliarem financeiramente os iranianos. Nesta quinta, o Ministério das Relações Exteriores do Irã reagiu à possibilidade de os EUA aplicarem novas sanções econômicas e comerciais, afirmando que as medidas atingem iranianos comuns e equivalem a “terrorismo econômico” e crimes contra a humanidade. A pasta acrescentou ainda que as medidas não enfraquecerão a determinação de Teerã de defender sua independência, soberania nacional e interesses. Pequim também se pronunciou, com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, afirmando que “sanções e pressão não resolverão” a guerra no Oriente Médio. Hoje, a China é o principal comprador do petróleo iraniano exportado por via marítima. Antes das ameaças de Trump, o Financial Times havia informado que o Irã avaliava atacar alvos militares dos EUA na Europa caso Donald Trump intensificasse a guerra. Segundo fontes próximas ao regime teocrático ouvidas pelo jornal, entre os possíveis alvos estão instalações americanas no sudeste europeu, incluindo na Bulgária, além de Chipre, enquanto Teerã também teria estudado ataques contra cabos submarinos no Estreito de Ormuz. As possibilidades estudadas pela República Islâmica fazem parte de planos para ampliar o conflito em resposta a uma eventual nova ofensiva americana, em meio ao impasse nas negociações diplomáticas para encerrar a guerra. Uma mulher caminha ao lado de um mural anti-EUA em uma rua de Teerã , Irã, em 1º de junho de 2026 — Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS Na terça-feira, Trump afirmou nas redes sociais que não havia “negociações ou conversas em andamento ou programadas com a República Islâmica do Irã”, contrariando o tom positivo adotado anteriormente por seu genro e enviado especial para o Oriente Médio, Jared Kushner. Na mesma publicação, Trump afirmou que o bloqueio naval imposto pelas Forças Armadas dos EUA a navios e portos iranianos permanece em vigor, enquanto o Estreito de Ormuz estaria “aberto e operando normalmente”. Segundo o presidente, “todas as minas marítimas” colocadas na hidrovia teriam sido removidas ou detonadas. Teerã, por sua vez, tem afirmado repetidamente que a hidrovia estratégica permanecerá fechada até que Washington encerre o bloqueio aos portos iranianos, suspenda as sanções ao petróleo, libere ativos iranianos congelados no exterior e ponha fim às ameaças e operações militares em todas as frentes. O impasse entre os dois lados do conflito se aprofundou após o fim, no início desta semana, do prazo previsto no memorando de entendimento firmado por Washington e Teerã em junho. O acordo provisório estabelecia um cessar-fogo no Oriente Médio e um período de 60 dias de negociações sobre questões mais sensíveis, entre elas o destino do estoque iraniano de urânio altamente enriquecido. O pacto, porém, começou a ruir após a Guarda Revolucionária iraniana (IRGC, na sigla em inglês) atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. Crianças brincam na água com navios de carga ancorados ao fundo e um pescador por perto, no Estreito de Ormuz, perto de Bandar Abbas, Irã, terça-feira, 30 de junho de 2026 — Foto: Amirhosein Khorgooi/ISNA via AP
Com 'guerra econômica', Bessent sugere que EUA não retomarão ataques ao Irã
Secretário do Tesouro americano disse que fará uma coletiva de imprensa na segunda-feira 'para falar exatamente sobre o que vamos fazer' em relação à República Islâmica













