Se eu estivesse escrevendo um livro sobre a guerra dos Estados Unidos contra o Irã, saberia exatamente qual seria o título. Seria a publicação do presidente Donald Trump nas redes sociais em 5 de abril de 2026, dirigida aos líderes iranianos: "Abram a porra do estreito, seus loucos desgraçados, ou vocês vão viver no Inferno —ESPEREM SÓ PARA VER!"
As guerras são um cadinho que, com muita frequência, expõe mudanças na física do mundo ao nosso redor —quem tem poder, quem não tem e como esse poder está sendo exercido. Nada resume melhor a nova equação de poder produzida por esta guerra do que o discurso descontrolado e obsceno de Trump contra a liderança iraniana por não se curvar às suas bombas.
Essa nova física da guerra está igualmente presente nos conflitos entre Ucrânia e Rússia, Hezbollah e Israel, Hamas e Tel Aviv, e os houthis e todo o resto. Minha síntese dessa nova dinâmica é que os pequenos agora conseguem ter um impacto gigantesco e a um custo muito baixo.
E, embora os grandes também possam agir com enorme precisão, fazer isso sai muito mais caro para eles, ao mesmo tempo que arcam com o peso de vastos sistemas de armamentos herdados do passado.
A vantagem líquida, por enquanto, parece estar com os pequenos. Isso deveria tirar seu sono quando se pensa em como a revolução emergente da inteligência artificial certamente potencializará essa tendência, permitindo que os pequenos ajam de forma ainda mais grandiosa e poderosa, a um custo ainda menor.







