Uma vacina experimental de mRNA permitiu que pessoas com melanoma de alto risco vivessem mais tempo sem câncer, anunciaram nesta quarta-feira (19) as farmacêuticas Moderna e Merck.

Há décadas, as vacinas contra o câncer são uma das ideias mais promissoras no tratamento da doença — com a esperança de mobilizar o próprio sistema imunológico do paciente para atacar tumores.

"É um avanço importante", diz Elias Sayour, oncologista pediátrico da Universidade da Flórida que não participou do estudo. Segundo ele, os resultados "podem ajudar a inaugurar toda uma nova geração de tratamentos terapêuticos contra o câncer".

A tecnologia de mRNA, que foi fundamental para o rápido desenvolvimento de vacinas durante a pandemia da Covid, acrescentou mais rapidez e flexibilidade à busca por vacinas terapêuticas contra o câncer. Os cientistas podem usar a plataforma de mRNA para criar vacinas personalizadas, desenvolvidas sob medida de acordo com as características genéticas dos tumores de cada paciente.

As empresas divulgaram apenas as linhas gerais dos resultados do amplo estudo, acompanhado de perto, e planejam apresentar os detalhes em um congresso médico internacional e aos órgãos reguladores.