O ex-diretor financeiro do Itaú Unibanco Alexandro Broedel foi condenado em primeira instância a pagar R$ 2,83 milhões à instituição em um caso de conflito de interesses envolvendo a contratação de pareceres contábeis.

O banco acusa o executivo de desvio de poder e gestão abusiva, conflituosa e irregular por supostamente embolsar parte de pagamentos a serviços contratados para a instituição financeira.

De acordo com o Itaú, Broedel, enquanto CFO do banco, contratava constantemente a consultoria de Eliseu Martins, reconhecido como um dos maiores contadores do país. No entanto, Broedel era sócio de Martins e, segundo o Itaú, ficava com 40% de todo o pagamento feito pela prestação de serviços.

Em nota, a defesa do executivo afirma que vai recorrer da decisão e que ele "sempre se conduziu de maneira ética e transparente ao longo dos 12 anos em que trabalhou no Itaú Unibanco e seguirá tomando todas as medidas judiciais para provar isso".

Em decisão protocolada nesta terça-feira (18), o juiz André Salomon Tudisco, da 1ª Vara Empresarial e Conflitos de Arbitragem também deliberou o pagamento das custas, despesas processuais e honorários advocatícios por Broedel ao Itaú.