Varejista pediu recuperação judicial na noite de domingo. Dívidas passam de R$ 17,3 bilhões 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Loja da Casas Bahia em Copacabana: segundo o CEO da empresa, Renato Franklin, unidades da rede que fecharam já 'estavam na UTI' — Foto: Fabiano Rocha A Justiça de São Paulo concedeu nesta quarta-feira proteção contra credores para a Casas Bahia. Com R$ 17,3 bilhões em dívidas, a varejista protocolou na noite de domingo pedido de recuperação judicial. A solicitação ainda não foi aceita, mas a Justilça concedeu proteção parcial e temporária à companhia. Na decisão, a juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, determinou que os mais de 28 mil credores da Casas Bahia não poderão declarar vencimento antecipado de contratos baseando-se apenas no pedido de recuperação judicial da varejista. Além disso, a magistrada destacou que serviços essenciais, como contratos do grupo com concessionárias de água e energia elétrica, empresas de tecnologia e de segurança, além da locação de imóveis, não poderão ser suspensos. Fornecedores também deverão manter a entrega de produtos já em trânsito para a loja ou centros de distribuição da varejista. Pedido de perícia "Diante da notória repercussão nacional do presente feito, que já produz reflexos imediatos sobre o mercado de crédito, a cadeia de fornecedores, milhares de relações de consumo e [...] sobre a própria estabilidade da atividade econômica envolvida, o não deferimento das liminares [...] poderia converter-se, ela própria, em fator deflagrador do colapso que a lei recuperacional visa a evitar", afirmou a magistrada na decisão. A juíza também determinou que seja feita uma perícia