Regulação energética e a questão fiscal precisam ser tratadas pelo próximo presidente, diz VeniltonSegundo o presidente executivo da ABDIB, os maiores gargalos no setor são nas áreas de transporte e logística. Crédito: EstadãoGerando resumoVenilton Tadini, presidente executivo da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB) afirmou durante o quarto encontro ‘Brasil Adiante’, promovido pelo Estadão, nesta quarta-feira, 19, que a regulação energética e a questão fiscal precisam ser tratadas pelo próximo presidente.“Temos problemas de infraestrutura pela frente, mas o importante é que acabou o ranço ideológico”, afirmou Tadini.Segundo ele, a crise fiscal do País, na verdade, é uma crise institucional. É preciso redesenhar o orçamento para priorizar investimentos em segmentos-chave da sociedade, como a infraestrutura, e enxugar recursos que escoam para emendas parlamentares, por exemplo.PublicidadeNa foto, Gesner Oliveira, Luciana Costa, Venilton Tadini. Foto: Felipe Rau/EstadãoPUBLICIDADESegundo ele, o próximo governo terá a politicamente custosa missão de repensar as emendas parlamentares, recursos cujos destinos são definidos por deputados e senadores. De acordo com Tadini, presidente da ABDIB, hoje as emendas parlamentares recebem R$ 60 bilhões em recursos, enquanto o espaço da infraestrutura no orçamento gira em torno de R$ 20 bilhões. A conta não fecha.“São R$ 60 bilhões em emendas parlamentares, sem critérios, sem destinação específica. Temos uma crise fiscal, mas temos uma crise institucional em que as necessidades do Governo não estão materializadas no orçamento de União”, afirma Tadini.PublicidadeLeia tambémPróximo governo terá que rever emendas parlamentares para destravar investimentos em infraestruturaTransporte é o maior gargalo, e plano de transição energética é necessárioPara Tadini, a maior parte do hiato no investimento em infraestrutura está em transporte e logística.Sobre a regulação das fontes de energia, Tadini apontou como necessária a elaboração de um plano para transicionar a matriz energética do País para a predominância de fontes renováveis.“Nas questões de regulação de energia, temos que fazer a exploração das reservas de fontes não renováveis, mas tem quer ter uma programação de transição para outras fontes”, defendeu.PublicidadeVeja o cronograma do Brasil Adiante:27 de maio: Encontro 1: Eixo I: Estabilidade Institucional e Fundamentos do Crescimento (veja como foi);11 de junho: Encontro 2: Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Educação e Saúde) (veja como foi);23 de julho: Encontro 3: Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Segurança Pública e Crime Organizado) (veja como foi);19 de agosto: Encontro 4: Eixo III: Produtividade, Infraestrutura e Sustentabilidade; (veja como foi)27 de agosto: Encontro 5: Apresentação do documento consolidado, divulgação da agenda e fechamento do projeto;Setembro: Entrega da agenda de soluções aos candidatos. Vale ler tambémComo a previsível crise do modelo econômico da China afetará o Brasil?Casas Bahia: passivo reputacional ou crise do varejo?Juros e volatilidade global esfriam receitas de bancos de investimento
‘Regulação energética e a questão fiscal precisam ser tratadas pelo próximo presidente’, diz Tadini
Venilton Tadini, presidente executivo da ABDIB foi um dos palestrantes do quarto encontro do ‘Brasil Adiante’ realizado nesta quarta-feira, 19







