Parece que há petróleo no mar diante e distante da costa do Amapá e do Pará, chamado de bacia da Foz do Amazonas, disse a Petrobras. Vai levar tempo para saber quanto petróleo explorável há por ali. Pode bem ser que exista mais petróleo em toda a Margem Equatorial (o mar diante de Norte e parte do Nordeste) e na Bacia de Pelotas.

Caso exista petróleo na Foz do Amazonas, vai levar tempo para que comece a ser extraído (uns sete anos). Ainda assim, diminuiria o risco ora previsto de que, a partir de 2031, por aí, comece a diminuir a produção petroleira do Brasil.

Seja como for, a disposição política quase geral é de gastar em despesa corrente o dinheiro que os governos recebem com impostos, dividendos, royalties, participações e outras rendas petrolíferas.

O país já torra a receita crescente de petróleo ou se endivida com base na ideia de que tal receita é regular e permanente. O futuro que se dane.

Os governos dependem mais e mais de receitas petrolíferas (o Rio de Janeiro iria à ruína sem elas). O governo federal (o atual, os outros) gasta o dinheiro do petróleo sem ao menos aumentar o investimento público (em obras de infraestrutura, instalações, equipamentos, etc.). Gastam, além do mais, como se essa receita fosse regular. Não é, óbvio, pois depende de preço, de quantidade produzida, etc.