Gerando resumoRIO - A Petrobras atingiu nesta sexta-feira, 14, o reservatório do poço de Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira, identificando a descoberta de óleo. A informação foi apurada pelo Estadão/Broadcast e confirmada pela estatal minutos depois.Petrobras já esperava atingir reservatório do campo de Morpho nas primeiras semanas de agosto Foto: Divulgação/Foresea/Agência PetrobrasO fim da campanha de exploração no poço pioneiro nas águas ultraprofundas da região havia antecipado pela diretora de Exploração & Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, em evento nesta semana. Em entrevista na terça-feira, 11, a executiva afirmou que a descoberta aconteceria em dois ou três dias.PUBLICIDADEMorpho está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Estado do Amapá, em lâmina d’água de 2.886 metros. A Petrobras é a operadora do bloco FZA-M-59, onde está Morpho, e detém 100% de participação na área. O bloco foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, sob o regime de concessão.Na Foz do Amazonas - uma das cinco bacias da Margem Equatorial brasileira -, é estimada a presença de 30 bilhões de barris de petróleo, segundo estimativas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A confirmação da existência de petróleo na nova fronteira é uma promessa de alívio para a Petrobras, que precisa recompor suas reservas, além de sinalizar uma injeção de investimentos em uma das regiões mais pobres do País.Leia tambémPor que a exploração da Margem Equatorial é fundamental para a Petrobras no longo prazoIndústria de petróleo encara 2º semestre de incerteza, com Brasil no radarConflito EUA-Irã acelera licitações de petróleo e gás nas Américas e África OcidentalAs reservas provadas disponíveis antes da descoberta na bacia da Foz do Amazonas, ao ritmo de produção atual, tendem a se esgotar em pouco mais de uma década. Ou seja, há a necessidade de o País buscar novas fontes se não quiser se tornar importador de petróleo no longo prazo.No fim de julho, a presidente da estatal, Magda Chambriard, havia dito ao Estadão/Broadcast que a expectativa para o fim da exploração era para o mês de agosto, mas poderia durar até a primeira semana de setembro. “Mas não vamos entrar em outubro”, disse, na ocasião.Vale ler tambémO Brasil tem instrumentos; não tem estratégiaCampanha da reeleição se agarra a ilusionismo tosco sobre a questão fiscalSonho americano da MRV chega ao fim e deixa impactos bilionários no grupoPublicidade