A descoberta da Petrobras da presença de hidrocarbonetos na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, em águas ultraprofundas na costa do Amapá, é relevante, mas tem efeitos práticos limitados no curto prazo, dizem especialistas.
Embora a confirmação ainda dependa de testes, integrantes da estatal dizem que a probabilidade de que se trate de petróleo é alta.
Quando houver essa delimitação, será possível dimensionar também o impacto para o mercado de petróleo e para a própria Petrobras. No entanto, mesmo sem essa definição ainda, os especialistas afirmam que a notícia é boa para a empresa, especialmente para suas reservas.
O presidente do IBP (Insituto Brasileiro de Petróleo e Gás), Roberto Ardhengy, afirma que o anúncio é relevante principalmente porque confirma a teoria geológica da região. "Essa é a grande notícia", diz ele, exemplificando que, a cada dez perfurações realizadas, oito são secas ou não tem viabilidade comercial.
"A descoberta também reforça que a Petrobras tem muito conhecimento técnico e capacidade operacional em águas ultraprofundas", acrescenta Ardhengy.











