Começa neste domingo (16) mais uma campanha para a Presidência da República, e não há assunto mais urgente do que o de recolocar as finanças governamentais nos trilhos, única forma de garantir crescimento sustentável.

A irresponsabilidade levou as contas públicas até a beira do precipício. Não há justificativa para o acréscimo demais de dez pontos percentuais do PIB à dívida em quatro anos. Não foi período de pandemia, quando o governo precisa aumentar despesas para amortecer os efeitos sobre a população. O PIB terá crescido 2,7% ao ano de 2023 a 2026, sendo praticamente certo que o pior desempenho do período será neste ano de eleições e de gastança ainda maior. O pior desempenho no último ano do mandato demonstra o quanto é insustentável um crescimento baseado preponderantemente nos gastos do governo.

Prevaleceu a opção pela gastança de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o verdadeiro ministro da Fazenda de seu terceiro mandato. A implosão do teto de gastos erguido no interregno de Michel Temer (2016-2018), para a qual já vinham contribuindo as populices eleitorais do final da gestão Jair Bolsonaro (PL), escancarou a porteira para a ressurgência das forças do atraso. No Brasil, o que unifica ideologias diferentes, partidos e Congresso é o saque compulsivo ao erário. Tal conduta é, às vezes, refreada pelo Executivo apenas no início de governos mais responsáveis.