Os custos e financiamentos de programas de assistência à saúde de senadores ultrapassaram R$ 40 milhões em 2025. O valor é dez vezes maior do que o custo da mesma assistência oferecida aos deputados.

O levantamento foi feito pelo Ranking dos Políticos a partir de dados da Lei de Acesso à Informação.

A comparação leva em conta o gasto com cada parlamentar. Na Câmara dos Deputados, o gasto médio foi de R$ 6.200 por beneficiário por ano, ou R$ 520 por mês. Já um senador custou, em média, R$ 64 mil aos cofres públicos, ou R$ 5.300 por mês.

Quando se leva em conta o custo de uma pessoa ao SUS (Sistema Único de Saúde), a diferença é 46 vezes maior. O investimento per capita na rede pública é de R$ 116 por mês.

O Programa de Assistência à Saúde oferece atendimento médico-hospitalar e odontológico aos parlamentares, aos ex-senadores e seus dependentes. Os parlamentares pagam uma contribuição mensal e uma taxa de coparticipação, que variam conforme a Casa e a faixa etária do beneficiário.