Na quarta-feira (10) pela manhã, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou a PEC (proposta de emenda à Constituição) que concede benefícios previdenciários diferenciados para agentes comunitários de saúde e combate às endemias. No fim da tarde, a Comissão de Assuntos Sociais da mesma Casa deu aval a um projeto que eleva o piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas da rede pública para R$ 13,6 mil para jornadas de 20 horas semanais. À noite, o plenário aprovou uma linha de crédito especial para a renegociação de dívidas de produtores rurais atingidos por eventos climáticos extremos ou por conflitos internacionais.
Essas medidas foram noticiadas no excelente episódio do podcast Café da Manhã de sexta-feira (12). Recomendo ao leitor que ouça. Segundo o podcast, essas medidas irão custar R$ 800 bilhões em 13 anos.
Ainda na quinta, a Folha publicou uma lista de nove pautas-bomba —entre elas as três do primeiro parágrafo— que gerarão um custo de R$ 111 bilhões por ano.
Na coluna da semana passada (reproduzida abaixo), havia uma tabela com medidas de incentivo ao crédito do governo federal para estimular a economia. O estímulo à demanda agregada chegava a R$ 141 bilhões. O gasto público primário real, já incluindo o pagamento de precatórios, crescerá 5,6% em 2026, para uma economia que vai crescer por volta de 2%. No quadriênio do terceiro mandato de Lula, o crescimento do gasto primário será de 21%, para uma expansão real da economia de 11,5%.











