Kazem Gharibabadi rebateu a promessa de Donald Trump de tornar a via marítima parte do território dos Estados Unidos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Navios ancorados no Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio de petróleo agora em disputa entre Irã e EUA — Foto: AFP O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, insistiu que o Estreito de Ormuz "continuará sendo iraniano" neste sábado (15), no horário local, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que declararia "em breve" a via marítima como parte do território americano. "O Estreito de Ormuz foi iraniano, é iraniano e continuará sendo iraniano", disse Gharibabadi na plataforma X (ex-Twitter), acrescentando que a rota "será aberta e fechada apenas sob ordem do Irã". Trump afirmou nesta sexta (14) que, depois que os EUA derrotassem o Irã, "em breve estarei declarando o Estreito de Ormuz um território dos Estados Unidos". Petroleiro foi atacado em meio às tensões entre autoridades Um petroleiro da companhia estatal dos Emirados Árabes Unidos, a Adnoc, foi atacado na noite desta sexta-feira (14) enquanto atravessava o Estreito de Ormuz, informou a empresa, em comunicado divulgado pela agência oficial WAM. “O incidente não deixou feridos e a situação foi controlada”, acrescentou a Adnoc, que já havia relatado ataques a vários de seus navios-tanque nas últimas duas semanas nessa rota estratégica para o transporte mundial de hidrocarbonetos. O Estreito de Ormuz, que liga o Golfo ao Oceano Índico, está bloqueado pelo Irã desde o início da guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro, enquanto os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos. Os repetidos ataques nessa passagem marítima contribuíram para o colapso de um cessar-fogo firmado em abril, enquanto mediadores pressionam as duas partes a voltar a cumprir os termos do protocolo de entendimento assinado em junho por Washington e Teerã. Nesta sexta, Abu Dhabi denunciou agressões do Irã contra dois navios vinculados à Adnoc que cruzavam Ormuz. “Os ataques contra a navegação comercial e o uso do Estreito de Ormuz como instrumento de coerção ou chantagem econômica constituem atos de pirataria (...) e representam uma ameaça direta à estabilidade da região, de seus povos, assim como à segurança energética mundial”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores dos Emirados em comunicado. Na semana passada, o então chefe de segurança do Irã, Mohamad Baqer Zolqadr, apresentou uma longa lista de condições para a reabertura do estreito. Entre elas, o fim da “guerra e da agressão contra o Irã e seus aliados no Líbano, Palestina, Iêmen e Iraque”. Também exigiu o fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos, segundo a agência de notícias Tasnim.