Em sua aurora, a Doutrina Monroe se mostrava benéfica para os países das Américas ao repudiar a ingerência colonial europeia nas nações que se formavam na região.
Formulada pelo presidente James Monroe em 1823, ela buscava consolidar a influência dos recém-criados EUA, sem advogar a interferência direta nos vizinhos. Ao longo dos anos, o crescente poderio de Washington deturpou a já pouco inocente premissa, e, em 1904, Theodore Roosevelt acrescentou um corolário com seu sobrenome ao texto original.
A partir dele, os EUA se arrogaram o direito de intervir para garantir o controle do que viam como seu quintal estratégico. O resultado foi um século de apoio a ditadores amigos e um sem-número de ações militares.
O fim da Guerra Fria e a ascensão do hoje abalado multilateralismo amainaram o ímpeto dos EUA, mas a volta de Donald Trump ao poder gerou um novo capítulo nessa história sombria.
Considerando inaceitável a prevalência comercial da China na América Latina, o republicano resolveu editar sua versão do dito corolário na Estratégia de Segurança Nacional de 2025.












