A Polícia Federal investiga se o homicídio do servidor público João Bosco Sobrinho Pereira de Oliveira, em 2022, expôs uma rede criminosa que envolveria corrupção, blindagem de autoridades e sucessivas tentativas de obstruir a Justiça no Maranhão.

O principal fio da investigação é o de que a morte de Bosco não decorreu de uma simples desavença privada, mas de uma disputa em um esquema de desvio de recursos públicos federais e estaduais.

As apurações tramitam no Supremo Tribunal Federal sob a relatoria do ministro Flávio Dino, que retirou o sigilo de decisões relacionadas ao caso nesta sexta-feira 14. CartaCapital teve acesso aos documentos e reconta a cronologia do caso.

O homicídio

Bosco foi assassinado em 19 de agosto de 2022, em São Luís, por Gilbson César Soares Cutrim Júnior, posteriormente condenado pelo crime. Segundo a PF, Gilbson exerceria uma função operacional no esquema, atuando na circulação de expedientes e valores em espécie entre integrantes do núcleo investigado.