Investigações relacionadas a um homicídio em 2022 se tornaram o centro de uma disputa que hoje envolve as principais forças políticas do Maranhão e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, governador do estado de 2015 a 2021.

O assassinato do empresário João Bosco Sobrinho ocorreu em 2022. Dino se tornou o relator do caso no ano passado. Antes de a ação chegar ao STF, Gilbson Cutrim foi considerado executor do crime pela Justiça maranhense e condenado a 13 anos de prisão.

O episódio virou ponto central nas discussões da corrida pré-eleitoral pelo Governo do Maranhão e tem provocado trocas de acusações entre os grupos que eram ligados a Dino, dissidentes desses núcleos e opositores.

Uma das linhas da investigação hoje sob o guarda-chuva do Supremo apura se o assassinato de Bosco Sobrinho está ligado à cobrança de propina pelo atual presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão, Daniel Brandão.

Daniel é sobrinho do governador Carlos Brandão (MDB), que, por sua vez, é rompido com o antigo grupo político de Dino no estado.