0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Dino pediu vista, mas prometeu devolver o processo assim que TSE publicar acórdão — Foto: Brenno Carvalho RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 14:52 Flávio Dino autoriza nova fase de investigação sobre Sóstenes Cavalcante O ministro Flávio Dino autorizou nova fase de investigação sobre os R$ 468,7 mil apreendidos com o deputado Sóstenes Cavalcante, destacando a "sombra de inverossimilhança" nas justificativas apresentadas. A Polícia Federal não encontrou ligação clara entre os valores e a venda de um imóvel em Ituiutaba, como alegado. A cronologia dos fatos e a ausência de registros financeiros reforçam suspeitas de peculato, levando a um aprofundamento das investigações. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro Flávio Dino destacou, na decisão em que autorizou uma nova fase da investigação deflagrada hoje, que em um primeiro momento, a Polícia Federal não encontrou ligação direta entre as movimentações financeiras identificadas no Relatório de Inteligência Financeira (RIF) e o deputado Sóstenes Cavalcante (PL) nem com pessoas relacionadas à alegada venda do imóvel em Ituiutaba (MG). No entanto, diz que a investigação indica a possibilidade de que esses valores possam ser fruto de peculato atribuído a deputado federal Lembrando foram apreendidos R$ 468,7 mil em espécie com o deputado em 19 de dezembro de 2025. Ele justificou que o dinheiro tinha origem na venda de um imóvel em Ituiutaba. Os investigadores afirmam ter identificado uma complexa movimentação financeira envolvendo empresas do mesmo grupo empresarial, com recebimento de verbas públicas e sucessivos saques em espécie, o que justificou o aprofundamento das investigações. Em outro trecho, Dino afirma que autoridade policial se dedica, ainda, a sublinhar os fatos que "implicam sombra de inverossimilhança" sobre as justificativas apresentadas para a posse de quase meio milhão de reais, em espécie, apreendidos com Sóstenes. ""Essa hipótese criminal, grave por si só, ganha contornos significativamente mais expressivos a partir do momento em que a investigação indica a possibilidade de que esses valores possam ser, ainda que em parte, fruto de peculato atribuído a deputado federal. Além disso, o imóvel alegadamente utilizado para justificar os quase quinhentos mil reais apreendidos na posse do parlamentar teve sua transmissão registrada em cartório quase um mês depois do cumprimento do mandado de busca e apreensão, por advogado igualmente implicado em transações suspeitas." Ao analisar a justificativa apresentada por Sóstenes para explicar os R$ 468,7 mil apreendidos em espécie, a Polícia Federal afirma que a análise financeira não identificou um saque, na época da suposta compra, que comprovasse o pagamento em dinheiro pelo comprador. Para os investigadores, a ausência desse registro enfraquece a versão apresentada na escritura pública. O outro ponto levantado pela investigação é a cronologia dos fatos. A escritura pública do imóvel foi registrada apenas em 30 de dezembro de 2025, ou seja, depois da apreensão do dinheiro. Embora o documento declare que o pagamento em espécie ocorreu em 24 de novembro, a formalização em cartório só aconteceu após a operação policial. Para a PF, essa sequência de datas justifica um aprofundamento da investigação sobre a origem dos recursos.