O PT veste vermelho, quando concorre para marcar posição, alternando às cores nacionais quando crê no triunfo. Lula vestiu branco, sob o fundo de uma bandeira verde-amarela, na convenção de lançamento de sua sétima candidatura presidencial. "Lulinha porreta", como se exibiu? Não: isso foi dirigido à militância. O sétimo Lula é o candidato da "ordem".
"Ordem", aí, com aspas. O certo é candidato do status-quo, ou seja, da desordem institucional. Sua campanha tornou-se o guarda-chuva sob o qual se articula a paz entre o Congresso e o STF, para que tudo permaneça como está.
Desde que Jair ungiu Flávio, delineia-se a reeleição de um presidente assombrado por crônica rejeição majoritária, que resiste às "bondades eleitorais" oferecidas às custas do endividamento público. As conexões de Flávio com o Master e sua submissão absoluta à Casa Branca foram lidas pela direita como atestado de óbito.
Daí, seguiram-se a retração de Tarcísio de Freitas à fortaleza paulista e a confirmação das candidaturas especulativas de Caiado e Zema, que sonham herdar a base eleitoral bolsonarista na hipótese de implosão do pretendente bolsonarista. Mas, sobretudo, o centrão extraiu do cenário a conclusão lógica de que deve concentrar seus esforços na apropriação do tesouro depositado no cofre das emendas parlamentares.











