Presidenciável prometeu que, caso chegue ao cargo, terá como prioridade entregar projetos de reformas administrativa, política e trabalhista 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, teve um encontro na noite de quinta-feira, na capital paulista, com empresários de setores como agronegócio, mineração e indústria, além de "formadores de opinião", como chamou o presidente nacional do partido e candidato a vice na chapa, Gilberto Kassab. O evento teve cerca de 200 convidados, que foram chamados para ouvir propostas e contribuir com a candidatura. Um dos organizadores foi o ex-ministro e ex-vereador Andrea Matarazzo (PSD), que ao longo da noite repetiu a sugestão de que os eleitores "comparem os currículos" dos candidatos antes de votar. Ao discursar, Caiado disse que há uma "desordem institucional" no país com o avanço das emendas parlamentares, que o equilíbrio entre Poderes precisa ser resgatado e que, se eleito, vai "governar buscando pacificação". "Você governa é construindo a paz", afirmou o ex-governador de Goiás, que pediu ajuda aos presentes para propagar ideias de sua campanha. O presidenciável prometeu que, caso chegue ao cargo, terá como prioridade entregar projetos de reformas administrativa, política e trabalhista. Falou ainda em conter de 1,5% a 2% das despesas do governo, até o fim do mandato, e perseguir a redução do endividamento público para atingir o equilíbrio fiscal e estimular o crescimento. Segundo ele, citando conversas com conselheiros da área econômica, seria possível chegar a uma taxa de juros entre 6% e 8% (hoje está em 14%), com uma inflação de 3% a 4%. Caiado também criticou a possível ausência dos rivais Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em debates e apontou o período curto da campanha como um desafio. Durante o evento, Kassab afirmou que é "zero" a chance de o senador vencer e que a neutralidade do Centrão significa apoio ao petista. O ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados Aldo Rebelo, que é coordenador político da campanha de Caiado, disse que os governos do PT levaram a uma "interdição" do desenvolvimento nacional. Na plateia, estavam pecuaristas como Roque Quagliato, Jovelino Mineiro e Shiro Nishimura, além do vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB) Ricardo Sassi e do presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles. Do setor sucroenergético, compareceram empresários como Ubiratan Garms e Jacyr Costa Filho, que também atuam em entidades representativas. Caiado lembrou sua história no agro, recordando a fundação da União Democrática Ruralista (UDR), na década de 1980, em contraponto ao Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST). A presidente da organização Comunitas, Regina Esteves; o presidente do conselho de administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco; a empresária Lucilia Diniz; a galerista Luisa Strina; e a socialite Narcisa Tamborindeguy também participaram da reunião, na sede paulistana do Iate Clube de Santos, em Higienópolis. Figuras do meio político como os ex-ministros Nelson Jobim e Jorge Bornhausen, o ex-embaixador Rubens Barbosa, o ex-secretário Andrea Calabi e o ex-senador Heráclito Fortes foram ao encontro. Também estava no local o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que foi do governo Jair Bolsonaro e agora colabora com Caiado na elaboração de suas propostas para a área, que deverão ser lançadas na segunda-feira (17). O candidato do PSD fez uma série de críticas ao governo Lula, chamado por ele de "atrasado", e atacou a política de segurança pública, provocando aplausos ao mencionar "conivência" com o narcotráfico. Caiado também fez alertas sobre riscos que, em sua visão, a reeleição do PT representa para o ambiente de negócios. Na saída, os participantes receberam envelopes com pedidos de doação financeira à campanha. Cada envelope tinha cinco boletos no valor de R$ 20 mil cada um, além de observações como a de que a lei só permite doações de pessoas físicas no limite de 10% da renda declarada no ano anterior. Segundo pesquisa Genial/Quaest do início deste mês, Caiado tem 4% das intenções de voto, empatado com Renan Santos (Missão), que também registra 4%. Os líderes no levantamento, que possui margem de erro de 2 pontos, são Lula, com 39%, e Flávio, com 30%. — Foto: Divulgação/Flickr - Ronaldo Caiado
Caiado diz a empresários que presidente precisa 'buscar pacificação' e promete reformas
Presidenciável prometeu que, caso chegue ao cargo, terá como prioridade entregar projetos de reformas administrativa, política e trabalhista








