Produção estreia no Curta! em meio à crescente contestação das vacinas e percorre a história da imunização, da varíola à Covid-19 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cena do dcumentário 'A histórias das vacinas' — Foto: Divulgação Em um momento em que a vacinação volta a ser alvo de questionamentos por chefes de Estado, o documentário “A História das Vacinas” estreia no próximo dia 21 de agosto, às 22h30, nos canais Curta! e CurtaOn. Produzido pela Lunart e pela Lascene, o filme percorre séculos de combate às epidemias e mostra como as vacinas ajudaram a transformar a saúde pública — e também provocaram conflitos, desconfiança e disputas políticas. A história começa com as primeiras práticas de variolização e passa pelo marco de Edward Jenner, pela chegada da vacina ao Brasil, em 1804 — transportada de braço em braço por meninos escravizados — e pela Revolta da Vacina, no início do século XX. O documentário também resgata a criação da Fiocruz e do Instituto Butantan e as campanhas de vacinação em massa que transformaram personagens como o Zé Gotinha em símbolos da saúde pública brasileira. A trajetória chega aos dilemas contemporâneos da pandemia de Covid-19, marcada pela disseminação de fake news, pela hesitação vacinal e pelos debates sobre ciência, Estado e sociedade. Com imagens de arquivo, animações e relatos, “A História das Vacinas” mostra como um gesto aparentemente simples — estender o braço — carrega memórias, tensões e escolhas que continuam influenciando o futuro coletivo. “Se a vacina não servisse, você não estaria aqui. Eu não estaria aqui. Ela salva vidas — por você, por quem está ao lado e até por quem você não conhece”, afirma Jurema Werneck no documentário. Margareth Dalcolmo reforça a importância das vacinas contra a Covid-19: “As vacinas para COVID-19, a meu juízo, são a maior descoberta na área biomédica das últimas duas décadas”. Mais do que uma cronologia científica, o filme mostra a vacinação como um pacto de confiança entre gerações. Um ato de cuidado individual que ganha sentido na dimensão coletiva. “Com as vacinas, viramos uma sociedade mais saudável, mais longeva e mais responsável pelo outro”, conclui Vanessa de Araújo e Souza, diretora do filme.