Assunto chegou a 2,5 milhões de interações nas redes sociais por conta do depoimento do imunologista norte-americano Anthony Fauci 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vacinação contra a Covid-19 é ampliada no Rio — Foto: Guito Moreto / Agência O Globo / 23-02-2024 Parece difícil de acreditar, mas, seis anos após o início da pandemia do coronavírus, a discussão sobre a vacina contra a Covid e sua eficácia voltou ao centro do debate nas redes sociais, acompanhada por uma nova onda de desinformação e fake news, especialmente de políticos brasileiros. Isso aconteceu porque o nome do imunologista norte-americano Anthony Fauci voltou a ocupar o noticiário internacional, por conta da divulgação de suas novas memórias sobre a gestão de crises sanitárias e a origem do vírus. Na quarta-feira passada, o ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas teve que ir ao Congresso prestar depoimento sobre a pandemia de Covid-19, mas preferiu se calar por conta da acusação dos republicanos. Fauci foi a principal autoridade nos EUA para o combate da Covid-19 e virou um dos grandes adversários do ex-presidente Donald Trump durante os primeiros anos da pandemia. Segundo levantamento da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, o engajamento sobre o assunto chegou a 2,5 milhões de interações em 24 horas no X, no Instagram e no Facebook. Foram considerados comentários, curtidas e compartilhamentos feitos nas três redes entre 9h de domingo (2) e 9h de segunda-feira (3). No Brasil, as novidades envolvendo Fauci reacenderam a polarização ideológica nas redes sociais. A análise da Nexus mostrou que perfis de políticos e influenciadores de extrema direita aproveitaram a repercussão para retomar críticas às políticas de lockdown e de vacinação, afirmando que as novas informações reforçariam seus questionamentos sobre a condução da pandemia. Em contrapartida, segundo a Nexus, internautas progressistas e integrantes da comunidade científica contestaram essa interpretação, acusando a oposição de distorcer o conteúdo para alimentar teorias da conspiração e desinformação. A análise amostral da Nexus no X reuniu 45 mil menções em português ao tema, feitas por cerca de 17 mil usuários únicos, que alcançaram uma estimativa de 1,5 milhão de impressões (quantidade de vezes que as publicações são exibidas nas telas), além de aproximadamente 200 mil interações. A amostra abrange apenas o período entre 9h de ontem (2) e 9h de hoje (3). O pico das publicações foi registrado às 22h de domingo, embora uma nova tendência de alta tenha sido observada na manhã desta segunda-feira.