O nível da água do sistema Cantareira, que representa metade do abastecimento da região metropolitana de São Paulo, está em 35,3% do seu volume total, quase o mesmo de um ano atrás, no dia 13 de agosto, quando estava 38,4%.
Como este ano começou com o menor nível do reservatório desde a grande crise hídrica de 2014 e 2015, com 19,29% em 13 de janeiro, havia a expectativa de que houvesse uma queda muito mais significativa.
No entanto, medidas adotadas pela Sabesp no último ano, como a redução da pressão de água nos canos no período noturno e o aumento da captação do sistema que abastece parte do estado do Rio de Janeiro, fizeram com que a queda do nível do Cantareira diminuísse a velocidade.
A chamada GDN (Gestão de Demanda Noturna) foi iniciada justamente em agosto de 2025. Segundo a Sabesp, desde então, a iniciativa já economizou cerca de 191 bilhões de litros de água até esta quinta-feira (13), o equivalente ao consumo de aproximadamente 33 milhões de pessoas —mais de duas vezes a população da capital paulista— durante um mês.
Já o aumento da captação do rio Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, foi autorizada pela ANA (Agência Nacional de Águas) no dia 29 de junho. Com o aval, o volume anual máximo de água passível de transposição da usina Jaguari para o reservatório Atibainha em 2026 passa de 162 hm³ (hectômetros cúbicos, ou 162 bilhões de litros) para até 268,28 hm³, alta de 66%. A medida vale até 31 de dezembro.








