Tremores secundários e os danos estruturais complicam os trabalhos de resgate 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Resgates na Colômbia diminuem após terremoto, enquanto crescem acampamentos de sobreviventes — Foto: Raul Arboleda/AFP A Colômbia entrou em uma fase crítica, na qual diminuem as probabilidades de encontrar sobreviventes do potente terremoto que atingiu o país na segunda-feira, enquanto se multiplicam os acampamentos precários para atender milhares de pessoas que perderam suas casas. Máquinas pesadas começaram a remover escombros em locais onde já se descarta a possibilidade de haver sobreviventes após o terremoto de magnitude 7,4 que afetou o oeste do país. O balanço de vítimas é de 273 mortos e mais de 3.800 feridos. Além disso, há 377 desaparecidos, segundo a unidade de atendimento a desastres. O terremoto também destruiu quase 13 mil moradias, deixando famílias inteiras desabrigadas. Em Cali, uma das cidades mais afetadas, parques e ruas se transformaram em acampamentos improvisados. María del Carmen Rodríguez, de 72 anos, perdeu o apartamento pelo qual economizou durante toda a vida. Ela o observa de uma quadra de futebol onde agora passa as noites quentes ao lado do marido, de 76 anos. "A gente se pergunta a que tipo de ajuda temos direito, se vão nos realocar para outro lugar, porque isso vai longe", diz, com um café na mão. Terremoto na Colômbia: veja imagens do sismo de magnitude 7,4 que atingiu país 1 de 10 A Catedral de Manizales foi danificada pelo terremoto na Colômbia — Foto: Andres Valencia/AFP 2 de 10 Mulher é resgatada de um prédio em Cali, após terremotos na Colômbia — Foto: JOAQUIN SARMIENTO/AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Equipe de resgate trabalha após terremotos em Manizales, na Colômbia — Foto: JOHN BONILLA/AFP 4 de 10 Moradoras de Cali caminham pelas ruas depois de deixarem suas casas por causa do terremoto que atingiu a Colômbia — Foto: JOAQUIN SARMIENTO/AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 Pessoas reunidas numa praça de Manizales após terremoto que atingiu a Colômbia — Foto: ANDRES VALENCIA/AFP 6 de 10 Busca por sobreviventes em prédio que desabou em Cali, na Colômbia, com terremoto — Foto: JOAQUIN SARMIENTO/AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 Rua de Manizales, no oeste da Colômbia, atingida por terremoto de magnitude 7,4 — Foto: JONH BONILLA/AFP 8 de 10 Prédio é evacuado em Bogotá após terremoto de magnitude 7,4 atingir o oeste da Colômbia — Foto: RAUL ARBOLEDA/AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Pessoas procuram por sobreviventes nos escombros de um prédio derrubado pelo terremoto que atingiu o oeste da Colômbia — Foto: JOAQUIN SARMIENTO/AFP 10 de 10 Mulher reza em rua de Cali, uma das cidades colombianas atingidas por terremoto de magnitude 7,4 — Foto: JOAQUIN SARMIENTO/AFP X de 10 Publicidade País busca por sobreviventes, tem prédios danificados e aeroportos fechados Na manhã desta quinta-feira, completaram-se as primeiras 72 horas desde o terremoto, prazo a partir do qual as probabilidades de encontrar sobreviventes caem drasticamente. Mas voluntários e socorristas experientes trabalham até mesmo cavando com as próprias mãos em busca de um milagre. Nas áreas mais afetadas, já é possível sentir o cheiro de putrefação. A região cafeeira do país é outra das áreas mais atingidas. Em Pereira, um bombeiro acompanha de perto quando um grupo de voluntários afirma ter ouvido ruídos sob os escombros. "Não vou tirar deles a emoção nem o fervor, porque milagres realmente existem, mas, a esta altura, é pouco provável encontrar pessoas vivas", disse à AFP. "Trauma coletivo" A solidariedade amenizou as árduas jornadas de busca e ajudou a reduzir a escassez. Milhares de pessoas chegam aos bairros afetados com água, comida e medicamentos. Também são distribuídos abraços, como apoio emocional em meio à angústia. "Estamos passando por um trauma coletivo e acho que a melhor maneira que eu também poderia ajudar era, bem, oferecendo a energia que tenho e a vitalidade que me resta", disse Andrés Solomón, um músico de Cali, de 46 anos, com uma faixa que dizia: "abraços aqui". Imagens aéreas mostram estruturas desabadas em Cali após terremoto Os reencontros renovam a esperança. Vickye Giraldo sorri enquanto segura seu gatinho Polux, do lado de fora do prédio em ruínas onde costumava morar. Um grupo de voluntários o resgatou dos escombros. "É um sonho que se tornou realidade", diz a advogada de 56 anos. Mas os tremores secundários e os danos estruturais complicam os trabalhos de resgate. Dezenas de pessoas retiram em malas roupas e tudo o que conseguem de suas casas danificadas. Javier Alzate recuperava os poucos pertences que haviam sido salvos de sua casa em Pereira, com a ajuda de um grupo de pessoas. O teto está prestes a desabar. "Não há mais alternativa, é preciso tirá-las de lá porque, se chover, tudo estará perdido", disse à AFP o psicólogo de 79 anos. O terremoto também abalou cemitérios. Em um povoado próximo a Cali, os mortos saíram de seus túmulos. O presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu três dias antes do terremoto, decretou "emergência econômica", uma medida que lhe permite criar impostos e modificar o orçamento. Ele também anunciou a criação de um fundo com ajuda internacional para atender as vítimas. Críticas ao governo O terremoto teve epicentro perto de San José del Palmar, no Chocó, uma das regiões mais pobres do país. Ali, a fase de busca e resgate já terminou, mas são urgentes as ações de ajuda às pessoas afetadas. As autoridades pediram às guerrilhas que espalham o terror na região que permitam a entrada de alimentos, medicamentos e equipes do governo. Registros do terremoto na Colômbia 1 de 20 Equipes de resgate procuram por sobreviventes entre os escombros de um prédio que desabou após um terremoto em Cali, Colômbia, — Foto: Joaquin Sarmiento / AFP 2 de 20 Vista aérea do desabamento do motel Molina Rosa. Sul de Cali. — Foto: Juan Pablo Rueda/ EL Tiempo X de 20 Publicidade 20 fotos 3 de 20 Um homem carrega uma bolsa saindo de uma construção desabada após um terremoto em Manizales, Colômbia, em 10 de agosto de 2026. — Foto: Giovanny Galvez / AFP 4 de 20 Pessoas observam um edifício desabado após um terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Giovanny Galvez / AFP X de 20 Publicidade 5 de 20 Pessoas observam um edifício danificado após um terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Giovanny Galvez / AFP 6 de 20 Pessoas após um terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Giovanny Galvez / AFP X de 20 Publicidade 7 de 20 Pessoas caminham entre os escombros após um terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Giovanny Galvez / AFP 8 de 20 Vista de um edifício danificado após um terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Giovanny Galvez / AFP X de 20 Publicidade 9 de 20 Vista de escombros após um terremoto em Manizales, Colômbia, em 10 de agosto de 2026. Um forte terremoto abalou a Colômbia e países vizinhos da América Latina em 10 de agosto de 2026, com equipes médicas se apressando para socorrer as vítimas depois que edifícios foram danificados ou desabaram em várias cidades. — Foto: Giovanny Galvez / AFP 10 de 20 Pessoas permanecem perto de um edifício desabado após um terremoto em Manizales, Colômbia.. — Foto: Giovanny Galvez / AFP X de 20 Publicidade 11 de 20 Resgatistas procuram por sobreviventes em um edifício desabado após o terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Giovanny Galvez / AFP 12 de 20 Pessoas observam uma concessionária de veículos danificada após um terremoto em Pereira, Colômbia. — Foto: Roberto Betancourt / AFP X de 20 Publicidade 13 de 20 Pessoas observam os escombros em uma rua após um terremoto em Pereira, Colômbia. — Foto: Roberto Betancourt / AFP 14 de 20 Resgatistas procuram por sobreviventes em um edifício desabado após um terremoto em Pereira, Colômbia. — Foto: Roberto Betancourt / AFP X de 20 Publicidade 15 de 20 Pessoas observam escombros em uma rua após um terremoto em Pereira, Colômbia. — Foto: Roberto Betancourt / AFP 16 de 20 Pessoas procuram por sobreviventes entre os escombros de um edifício desabado após um terremoto em Cali, Colômbia. — Foto: Joaquín SARMIENTO / AFP X de 20 Publicidade 17 de 20 Uma mulher idosa é carregada sobre um móvel perto de um edifício desabado após um terremoto em Cali — Foto: JOAQUIN SARMIENTO / AFP 18 de 20 Uma mulher é transportada em uma maca após ser resgatada de um edifício desabado devido a um terremoto em Cali, Colômbia. — Foto: JOAQUIN SARMIENTO / AFP X de 20 Publicidade 19 de 20 Pessoas caminham por uma rua após evacuarem suas casas devido a um terremoto em Cali, Colômbia. — Foto: Joaquín SARMIENTO / AFP 20 de 20 Os danos sofridos pela Catedral de Manizales são vistos após o terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Jonh Bonilla / AFP X de 20 Publicidade A Colômbia aceitou apenas socorristas enviados pelos governos de direita dos Estados Unidos, El Salvador, Equador e Israel, mas o chanceler Omar Bula afirmou que o recebimento de ajuda não teve "nenhuma consideração ideológica ou política". A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que a Colômbia vetou o envio de socorristas militares mexicanos por falta de uma certificação. "Eles são certificados, mas agora estão exigindo outra certificação", disse.