Um dia depois de um dos maiores terremotos já registrados na Colômbia, a chegada a Manizales, uma das cidades mais afetadas pelo sismo, provoca uma sensação de estranhamento. O ar de normalidade, com pessoas caminhando pelas ruas e o comércio do centro a todo vapor, parece incompatível com a dimensão da tragédia e com os assustadores vídeos que circularam nas redes sociais após o tremor.

Mas, aos poucos, amontoados de gesso, concreto e poeira começam a aparecer em diferentes pontos das calçadas.

Ao percorrer alguns quarteirões, rachaduras ficam visíveis nas fachadas dos prédios. Em alguns pontos do centro, é possível ver partes de edificações que não resistiram ao terremoto e cederam.

A dimensão da tragédia, porém, fica mais evidente ao avançar por uma das principais avenidas da cidade, a Santander, e se aproximar de uma área conhecida como Milan. Nesse local, prédios pequenos e grandes têm rachaduras extensas em diferentes partes de suas estruturas.

Uma sequência de edificações que perderam partes das fachadas ou das empenas (laterais de prédios) também evidencia os impactos do terremoto na região. Ao menos uma delas, observada pela Folha, desabou sobre o térreo, que ficou compactado. O nome do prédio agora está praticamente à altura do chão e não há portas de entrada visíveis.