Mais de 11 mil residências foram destruídas e milhares de famílias ficaram desabrigadas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Resgates entram em 'fase final' após terremoto mais mortal do século na Colômbia — Foto: Raul Arboleda/AFP Os trabalhos de resgate após o terremoto da última segunda-feira na Colômbia entraram hoje em sua "fase final", na qual os socorristas aceleravam as buscas antes do fim das 72 horas consideradas cruciais para encontrar sobreviventes. O terremoto de magnitude 7,4 foi o mais letal deste século no país. Populações do Pacífico e da região cafeteira foram as mais afetadas. Na cidade de Pereira, as equipes se concentraram nas ruínas de uma padaria, sob as quais acredita-se que um vendedor ambulante esteja vivo. Jornalistas da AFP testemunharam o momento em que a vítima pareceu responder aos chamados dos socorristas com batidas ouvidas do fundo dos escombros. "Disseram que poderia ser ele, estamos aguardando, emocionadas", disse Sara Loaiza, sobrinha do ambulante, ao lado da mãe dele. Registros do terremoto na Colômbia 1 de 20 Equipes de resgate procuram por sobreviventes entre os escombros de um prédio que desabou após um terremoto em Cali, Colômbia, — Foto: Joaquin Sarmiento / AFP 2 de 20 Vista aérea do desabamento do motel Molina Rosa. Sul de Cali. — Foto: Juan Pablo Rueda/ EL Tiempo X de 20 Publicidade 20 fotos 3 de 20 Um homem carrega uma bolsa saindo de uma construção desabada após um terremoto em Manizales, Colômbia, em 10 de agosto de 2026. — Foto: Giovanny Galvez / AFP 4 de 20 Pessoas observam um edifício desabado após um terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Giovanny Galvez / AFP X de 20 Publicidade 5 de 20 Pessoas observam um edifício danificado após um terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Giovanny Galvez / AFP 6 de 20 Pessoas após um terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Giovanny Galvez / AFP X de 20 Publicidade 7 de 20 Pessoas caminham entre os escombros após um terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Giovanny Galvez / AFP 8 de 20 Vista de um edifício danificado após um terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Giovanny Galvez / AFP X de 20 Publicidade 9 de 20 Vista de escombros após um terremoto em Manizales, Colômbia, em 10 de agosto de 2026. Um forte terremoto abalou a Colômbia e países vizinhos da América Latina em 10 de agosto de 2026, com equipes médicas se apressando para socorrer as vítimas depois que edifícios foram danificados ou desabaram em várias cidades. — Foto: Giovanny Galvez / AFP 10 de 20 Pessoas permanecem perto de um edifício desabado após um terremoto em Manizales, Colômbia.. — Foto: Giovanny Galvez / AFP X de 20 Publicidade 11 de 20 Resgatistas procuram por sobreviventes em um edifício desabado após o terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Giovanny Galvez / AFP 12 de 20 Pessoas observam uma concessionária de veículos danificada após um terremoto em Pereira, Colômbia. — Foto: Roberto Betancourt / AFP X de 20 Publicidade 13 de 20 Pessoas observam os escombros em uma rua após um terremoto em Pereira, Colômbia. — Foto: Roberto Betancourt / AFP 14 de 20 Resgatistas procuram por sobreviventes em um edifício desabado após um terremoto em Pereira, Colômbia. — Foto: Roberto Betancourt / AFP X de 20 Publicidade 15 de 20 Pessoas observam escombros em uma rua após um terremoto em Pereira, Colômbia. — Foto: Roberto Betancourt / AFP 16 de 20 Pessoas procuram por sobreviventes entre os escombros de um edifício desabado após um terremoto em Cali, Colômbia. — Foto: Joaquín SARMIENTO / AFP X de 20 Publicidade 17 de 20 Uma mulher idosa é carregada sobre um móvel perto de um edifício desabado após um terremoto em Cali — Foto: JOAQUIN SARMIENTO / AFP 18 de 20 Uma mulher é transportada em uma maca após ser resgatada de um edifício desabado devido a um terremoto em Cali, Colômbia. — Foto: JOAQUIN SARMIENTO / AFP X de 20 Publicidade 19 de 20 Pessoas caminham por uma rua após evacuarem suas casas devido a um terremoto em Cali, Colômbia. — Foto: Joaquín SARMIENTO / AFP 20 de 20 Os danos sofridos pela Catedral de Manizales são vistos após o terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Jonh Bonilla / AFP X de 20 Publicidade O terremoto já deixou 265 mortos, cerca de 3.500 feridos e quase 500 desaparecidos, segundo o último balanço divulgado pelo presidente Abelardo de La Espriella. "Estamos entrando na fase final", anunciou hoje o prefeito de Cali, Alejandro Eder. "Isso não quer dizer não vá haver sobreviventes depois, porém é mais difícil." Luto e emergência Ao cair da noite, equipes de emergência em Pereira e Cali avançavam sobre as ruínas com guindastes e cães, enquanto removiam pedaços de concreto com as mãos. "A cada meia hora, fazemos silêncio para ver se encontramos alguém vivo", contou a voluntária Johana Sánchez, em Cali. Socorristas aceleram buscas antes do fim das 72 horas consideradas cruciais para encontrar sobreviventes após terremoto na Colômbia — Foto: Raul Arboleda/AFP O presidente colombiano decretou três dias de luto e anunciou uma "emergência econômica", medida que lhe permite criar impostos e modificar o orçamento sem passar pelo Congesso. Também anunciou a criação de um fundo com ajuda internacional para atender as vítimas do terremoto. "Esta crise nos pega em uma momento difícil, em meio a uma crise fiscal", ressaltou. Segundo dados oficiais, mais de 11 mil residências foram destruídas e milhares de famílias ficaram desabrigadas. Muitas delas passaram as últimas noites ao relento, porque suas casas sofreram danos ou por medo de réplicas. 'Carne em decomposição' "Estou feliz, porque, quando já tínhamos procurado tanto e estávamos perdendo a esperança, recebemos uma ligação", contou à AFP sua mãe, Sandra Milena Pérez. Ela disse que um vizinho ouviu os pedidos de socorro e alertou os socorristas. Segundo dados oficiais, mais de 11 mil residências foram destruídas e milhares de famílias ficaram desabrigadas após terremoto na Colômbia — Foto: Raul Arboleda/AFP A solidariedade ajuda nas buscas. Milhares de pessoas levaram água, alimentos e suprimentos aos bairros afetados, enquanto longas filas se formaram diante dos centros de doação de sangue. Em Cali, um grupo de cineastas emprestou microfones, luzes e câmeras para ajudar a identificar sinais de vida. Nas áreas mais atingidas, o "cheiro de carne em decomposição" é "muito forte", disse uma socorrista. Em El Cairo, a 250 km de Cali, moradores estavam traumatizados. "As pessoas não querem entrar nas casas, não querem dormir, não sabem o que fazer, porque anunciaram réplicas", comentou a cozinheira Adriana González. Em Roldanillo, uma pequena cidade do Valle del Cauca, Yuliana Méndez, de 43 anos, observava desolada sua loja de cosméticos, que ficou destruída. "Dói, porque é como recomeçar do zero. Mas temos que seguir em frente, o que podemos fazer?" O governo colombiano negou nesta quarta-feira rumores sobre uma suposta recusa, por "considerações ideológicas", de ajuda às vítimas do terremoto. A emergência representa um teste inicial para o presidente De la Espriella, que assumiu o cargo há seis dias. Segundo a oposição e veículos internacionais, o governo estava aceitando contribuições apenas de governos alinhados à sua ideologia política, o que a chancelaria colombiana negou. Segundo o ministro Omar Bula, está sendo aceita ajuda do governo esquerdista do México e de El Salvador, República Tcheca, Alemanha, Luxemburgo, Espanha, Portugal, Catar, Israel, Índia e Chile. "Não excluímos nenhum país." Em relação ao envio de equipes de resgate, a Colômbia aceitou apenas a participação dos governos direitistas de Estados Unidos, El Salvador, Equador e Israel, informou David Tamayo, diretor da Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD). "Só aceitaremos apoio desses países, que podem nos garantir grupos de busca e resgate reconhecidos pelo sistema internacional", explicou.