Ao menos 265 pessoas morreram por causa do tremor e cerca de 500 continuam desaparecidas, informaram as autoridades na tarde de quarta-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um integrante mexicano de uma equipe de resgate procura vítimas entre os escombros dois dias após um terremoto atingir Cali, Colômbia, em 12 de agosto de 2026 — Foto: AP/Santiago Saldarriaga As esperanças de encontrar mais sobreviventes do forte terremoto que atingiu a Colômbia no início desta semana diminuíam nesta quinta-feira, enquanto as equipes de resgate restringiam as buscas e famílias nas áreas mais afetadas aguardavam notícias de parentes desaparecidos. Em Cali, a terceira maior cidade do país, as equipes passaram a concentrar os esforços na remoção de escombros, em vez de operações de busca e resgate, na maioria dos locais, um sinal de que a resposta ao desastre entrava em uma fase mais sombria após as primeiras 72 horas, consideradas cruciais. O terremoto de magnitude 7,4 atingiu o país pouco depois das 7h30, no horário local, na segunda-feira, derrubando prédios residenciais, danificando casas, escolas e hospitais e levando moradores às ruas em todo o oeste da Colômbia, região que abriga as plantações de café do país. Ao menos 265 pessoas morreram no terremoto e cerca de 500 continuam desaparecidas, informaram as autoridades na tarde de quarta-feira. Em Pereira, outra cidade duramente atingida na região cafeeira, Enrique Marin disse ter dirigido por mais de dez horas desde Bogotá depois de receber uma ligação de um amigo informando que sua mãe estava presa sob os escombros de sua casa. “Minha mãe foi resgatada seis horas depois do terremoto. Eles a retiraram com sinais vitais, mas ela morreu a caminho do hospital”, disse Marin à Reuters, diante dos escombros e segurando uma bicicleta de sua infância, o único objeto que, segundo ele, conseguiu recuperar da casa. Ele disse que sua mãe foi encontrada de pijama, ainda com as chaves de casa na mão. As autoridades disseram nesta quinta-feira que mais de 150 tremores secundários foram registrados desde o terremoto principal, aumentando a tensão entre os sobreviventes e os riscos enfrentados pelas equipes de resgate que vasculham escombros instáveis. Equipes de resgate trabalham entre os escombros do edifício Ana Pilar após um terremoto, em Cali, Colômbia, em 12 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Sergio Acero O presidente Abelardo De La Espriella, que tomou posse poucos dias antes do desastre, afirmou na quarta-feira que declararia estado de emergência econômica e criaria um fundo de reconstrução para direcionar recursos nacionais e ajuda internacional à reconstrução de hospitais, escolas, casas e infraestrutura. O desastre se desenha como o primeiro grande teste para o novo presidente, que fez campanha com a promessa de reduzir os gastos públicos e agora enfrenta o desafio de financiar as operações de assistência e reconstrução, ao mesmo tempo que busca demonstrar que seu governo é capaz de administrar uma crise nacional. Autoridades colombianas também rebateram críticas sobre a gestão da ajuda estrangeira, afirmando que o governo não rejeitou ofertas de nenhum país, mas aceitará apenas equipes internacionais de busca e resgate que atendam a padrões reconhecidos de certificação.
Esperanças de encontrar sobreviventes de terremoto na Colômbia diminuem após mais de 72h
Ao menos 265 pessoas morreram por causa do tremor e cerca de 500 continuam desaparecidas, informaram as autoridades na tarde de quarta-feira











