"A solução definitiva para salvaguardar a segurança alimentar está em aprimorar a ciência e a tecnologia." A frase é de Xi Jinping, presidente chinês, e reflete a preocupação do país com o abastecimento alimentar. Empresas e governo da China vêm atuando fortemente nessa direção, com velocidade na execução de planos e volumosos investimentos. Por onde se passa, são aparentes os sinais dessa revolução. Assim como fizeram com a indústria, principalmente com a automobilística, os chineses agora querem fazer o mesmo com a agricultura.
Centros de pesquisas, laboratórios, centros de monitoramento e de orientação às cadeias produtivas ainda reluzem devido ao pouco tempo de uso. A China entende que a tecnologia será fundamental para a evolução da produção e faz pesados investimentos em agricultura digital, biotecnologia, genética, edição gênica, máquinas agrícolas, manejo e inteligência artificial.
Tanto investimento, no entanto, não é apenas para o desenvolvimento interno, mas para colocar o país como um dos principais fornecedores globais de tecnologias agrícolas. O Brasil, um dos principais produtores mundiais de grãos e de proteína animal, está na mira dessas indústrias.
Está desembarcando no país uma das principais empresas de biotecnologia da China, a DBN Biotech. Ela vem para concorrer com gigantes já atuantes no mercado brasileiro, e espera, até 2038, ter pelo menos 30% do mercado nacional de biotecnologia.







