Situação do crédito rural tem prejudicado a carteira do banco 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Geovanne Tobias, vice-presidente financeiro do Banco do Brasil — Foto: Divulgação O vice-presidente financeiro do Banco do Brasil, Geovanne Tobias, disse que a instituição está trabalhando para enfrentar um "meteoro" que está caindo no agronegócio e afetando os resultados do banco, segundo o Valor Econômico. O crédito rural tem passado por uma situação adversa, o que prejudica a carteira do banco. O capital orgânico (ou seja, o dinheiro que o banco consegue reter e acumular por conta própria) sofreu forte retração por conta do resultado da carteira de crédito da instituição. Por conta disso, as provisões aumentaram para cobrir perdas esperadas e calotes. O capital principal do BB caiu para 11,27% no segundo trimestre de 2026, de 11,59% no primeiro trimestre e 10,97% há um ano. O banco está operando no nível mínimo de "payout", ou seja, no limite inferior da fatia de lucro destinada ao pagamento de proventos aos acionistas. — A gente está tracionando outros negócios do conglomerado BB para ajudar a amortecer. E, cá entre nós, para quem absorveu R$ 37 bilhões de provisão só neste primeiro semestre e está entregando lucro de R$ 7 bilhões — afirmou ele, ao ponderar que o montante está aquém do que o banco consegue e gostaria de entregar aos investidores. — Mas a gente acredita que a gente vai passar por essa tormenta, por esse meteoro que está caindo no agro, e a gente vai sim retomar esse essa lucratividade do banco. Tobias conversou com jornalistas durante teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre deste ano. O executivo disse que parte do capital foi consumido por ajustes prudenciais, para atender exigências do Banco Central: — Se não estivéssemos enfrentando o que estamos enfrentando no agro, não estaríamos tendo essa conversa. Mas nada que nos desespere. Muito pelo contrário, está dentro do nosso planejamento e a gente sabe exatamente quais variáveis mexer para eventualmente melhorar esse índice de capital lá na frente. (Com informações do Valor Econômico)