Segundo a PF, o dinheiro era lavado através do envio de recursos para um paraíso fiscal em Curaçao. 🔎 A Operação Arena, da Polícia Federal, Ministério Público da Paraíba (MPPB) e Receita Federal, tem como alvo da ação a empresa PixBet, da Paraíba. A transação criminosa sob investigação também envolve a PixStar. A PF detectou pagamentos entre as duas empresas. O advogado Nelson Wilians também foi alvo de buscas (leia mais abaixo). De acordo com a Polícia Federal, o dinheiro que vinha das apostas era enviado para o exterior através de empresas de compensação financeira. Depois, os valores eram recebidos por uma empresa de fachada, sem funcionários ou atividade econômica, registrada em Curaçao, um paraíso fiscal. 💰 Paraísos fiscais são países – ou jurisdições, como um estado – onde a tributação cobrada das empresas é muito pequena ou inexistente. Esses locais, em geral, oferecem privacidade aos clientes em relação a suas informações bancárias e têm burocracia reduzida para abrir contas e movimentar o dinheiro investido. Depois de receber o dinheiro, os sócios da empresa solicitavam pagamentos justificados por notas fiscais, emitidas pela empresa em Curaçao sem que nenhum serviço fosse prestado efetivamente. Com as notas fiscais detalhando os serviços, o dinheiro retornava ao Brasil como pagamento por supostos serviços contratados fora do país, aparentando ter origem lícita e voltando, por fim, ao patrimônio da próprio empresa ou dos sócios envolvidos. O esquema, ainda de acordo com a PF, pode comprovar a prática de crimes como sonegação de impostos, desvio de recursos, distorção da concorrência e fortalecimento de organizações criminosas. Por meio de nota, o advogado Santiago Schunck, que representa Nelson Wilians, disse que a relação entre o escritório do seu cliente e a PixBet "é estritamente profissional e decorre da prestação de serviços de advocacia". O g1 tenta contato com a defesa dos demais envolvidos. LEIA TAMBÉM: MP e Receita Federal miram grupo por exploração de jogos de azar e apostas na Paraíba e mais quatro estados — Foto: Polícia Federal A ação, denominada de Operação Arena, tem como objetivo investigar o grupo empresarial suspeito de utilizar estrutura societária e financeira da empresa no exterior para ocultar a origem e a destinação de recursos provenientes da exploração de jogos de azar e apostas esportivas. A ação é da Polícia Federal, Ministério Público da Paraíba (MPPB) e Receita Federal. Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba, além de medidas de quebra de sigilo telemático e bancário e sequestro de até R$ 1,1 bilhão, nos estados da Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. De acordo com informações apuradas pela TV Cabo Branco, a sede da empresa de apostas PixBet, em Campina Grande, Agreste da Paraíba, foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a operação. A casa de um homem apontado como "laranja" do grupo suspeito dos crimes também foi alvo. A identidade dele não foi divulgada. Os suspeitos podem responder pelos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, além de outros crises contra o sistema financeiro nacional. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba
Operação Arena: PF mira lavagem de R$ 1,1 bilhão em apostas | G1
A Operação Arena da PF investiga lavagem de dinheiro em apostas com buscas na Paraíba e outros quatro estados, visando o bloqueio de até R$ 1,1 bilhão em bens.









