Agentes fazem buscas na mansão do profissional em São Paulo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Nelson Wilians, CEO da Nelson Wilians Advogados — Foto: Divulgação Fundador de um dos maiores escritórios de advocacia da América Latina, o "advogado ostentação" Nelson Wilians, como é conhecido pela vida de luxo que exibe nas redes sociais, é um dos alvos de buscas na manhã desta quinta-feira. Há cerca de um mês, o profissional esteve na mira das autoridades por outra investigação, deflagrada para desarticular um suposto esquema de comercialização de créditos falsos de ICMS. Ele também é investigado por um suposto envolvimento nas fraudes do INSS. Em março deste ano, o relatório final da CPMI do INSS pediu o indiciamento do advogado pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, além do indiciamento de sua esposa, Anne Wilians. A Polícia Federal investiga a relação de Wilians com o empresário Maurício Camisotti, apontado como um dos principais operadores do esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Relatórios de inteligência financeira citados pela CPMI apontam movimentações de R$ 4,3 bilhões envolvendo o escritório de advocacia, incluindo cerca de R$ 28 milhões em transações diretas com empresas e pessoas ligadas a Camisotti. Nelson Wilians nega irregularidades e afirma que sua atuação ocorreu dentro dos limites da advocacia. Nem ele nem seu escritório foram condenados em qualquer uma das investigações. O advogado ainda não se manifestou sobre a operação desta quinta. Em 15 de julho, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Nelson Wilians Advogados Associados (NWADV), no âmbito da Operação Distrato, conduzida pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA-SP), formado pela Secretaria da Fazenda, Ministério Público e Procuradoria-Geral do Estado. Segundo as autoridades paulistas, escritórios de advocacia e consultorias são suspeitos de oferecer a empresas créditos de ICMS sem autorização do Fisco, apresentados como instrumentos legítimos de planejamento tributário. A investigação aponta que os créditos estavam vinculados a empresas inaptas, massas falidas e operações sem lastro econômico, enquanto os intermediários recebiam honorários que chegavam a 70% dos valores negociados. A Secretaria da Fazenda identificou ao menos 752 empresas que teriam utilizado os créditos irregulares, em um prejuízo estimado em mais de R$ 3,8 bilhões. Nelson nasceu em Cianorte, no Paraná e é filho de agricultores. Fez faculdade na Instituição Toledo de Ensino — ITE em Bauru, interior de São Paulo. Em 1999, abriu seu primeiro escritório de advocacia: o Nelson Wilians e Oliveira — em referência a seu primeiro sócio, amigo e colega da faculdade. Com o sucesso do escritório, o empreendimento cresceu para outras cidades do estado de São Paulo e se tornou a atual Nelson Wilians Advogados Associados. Em 2014, o escritório de passou a ter representação em outros países do mundo, como Portugal (Lisboa), Índia (Nova Delhi) e China. Nos últimos anos, o advogado se tornou ainda mais conhecido no meio e do público geral ao defender Rose Miriam — mãe dos três filhos de Augusto Liberato, o Gugu — e as gêmeas Sofia e Marina Liberato na disputa judicial pela herança bilionária do apresentador morto em 2019. O clã chegou a um acordo em 2024. Na web, o advogado compartilha momentos no luxuoso escritório e com a família. Operação Arena Agentes da Polícia Federal cumprem 17 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira numa operação que apura um grupo empresarial suspeito de utilizar estrutura societária e financeira no exterior para ocultar a origem e a destinação de recursos provenientes da exploração de jogos de azar e de apostas esportivas. Um dos alvos da ação é o advogado Nelson Willians, cuja mansão foi vasculhada por agentes à procura de documentos e outros elementos que possam embasar as investigações. O dono da residência é suspeito de ser o operador financeiro do grupo investigado, segundo o g1. Os 17 mandados decorrem da Operação Arena e foram expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba. A Justiça também autorizou a quebra de sigilos telemático e bancário e o sequestro de até R$ 1,1 bilhão, nos estados da Paraíba, de São Paulo, de Sergipe, do Rio de Janeiro e do Paraná. A PF informou que os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de evasão de dívidas, lavagem de dinheiro, além de outros crimes contra o sistema financeiro nacional.
Quem é Nelson Wilians, o 'advogado ostentação' suspeito de ser operador financeiro de grupo alvo da PF
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