Enquanto boa parte dos grandes advogados prefere atuar longe dos holofotes, Nelson Wilians escolheu o caminho oposto. Transformou a própria rotina em conteúdo para milhões de seguidores nas redes sociais, exibe viagens em jatos e helicópteros, promove festas para milhares de convidados e construiu uma marca que leva seu nome em todas as unidades do escritório espalhadas pelo país.
Nesta quarta-feira (15), porém, a exposição ganhou um novo foco. O fundador do NWADV (Nelson Wilians Advogados), uma das maiores bancas empresariais do Brasil, tornou-se alvo da Operação Distrato, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo, pela Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo) e pela Procuradoria-Geral do Estado para investigar um suposto esquema de comercialização de créditos irregulares de ICMS cujo montante de sonegação chega a R$ 3,8 bilhões.
Segundo a investigação, escritórios de advocacia e consultorias ofereciam a empresas um atalho para reduzir o ICMS a pagar.
Os créditos tributários, sem autorização do Fisco e sem lastro econômico, eram apresentados como parte de um planejamento tributário legítimo e lançados na escrituração fiscal das empresas. Em troca, os intermediários recebiam honorários que chegavam a 70% do valor do crédito utilizado. A Fazenda paulista afirma ter autuado 752 empresas envolvidas no esquema.








