No CEU (Centro Educacional Unificado) na unidade de Paraisópolis, na periferia de São Paulo, gestoras e gestores públicos de várias cidades brasileiras se reuniram nesta semana para plantar mudas de ipê, pitanga e embaúba. Plantar tem algo de ritual, e ali era também técnica: uma aula prática de como diminuir a temperatura nas cidades.

A visita fazia parte da São Paulo Climate Week e do Mutirão Global contra o Calor Extremo, o Beat the Heat, iniciativa do Pnuma (Programa da ONU para o Meio Ambiente) e da presidência da COP30, que já reúne quase 300 cidades no mundo, mais de 130 delas no Brasil.

Havia ali secretários e técnicos de prefeituras de São Paulo, Acre, Pará, Minas Gerais e Rio de Janeiro, ao lado de pesquisadores, redes internacionais de cidades e de outras organizações sem fins lucrativos. A lógica é o aprendizado entre pares: aproximar quem precisa agir de quem já está agindo.

"O futuro será significativamente mais quente, e os impactos do calor extremo já estão sendo sentidos em todo o mundo. O desafio agora é transformar esse conhecimento em ação. Esse é o compromisso que orienta o Beat the Heat", afirmou Vitor Leal Pinheiro, gerente de políticas climáticas do Pnuma no Brasil.