Após um ano de operação, marca da V.tal amplia uso de entretenimento e inteligência artificial para se aproximar dos consumidores; empresa hoje tem 3,3 milhões de clientes para internet de banda larga 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bruno Chamas, diretor de marca da Nio — Foto: Divulgação Com um ano de operação, a Nio conta com uma vantagem que poucas marcas estreantes têm: uma base de milhões de consumidores. Criada pela V.tal a partir da aquisição da carteira de clientes da Oi Fibra, a operadora de internet banda larga entrou no mercado em 2025 e hoje reúne 3,3 milhões de assinantes. Agora, prepara mais um passo em sua estratégia de expansão: a entrada na telefonia móvel, com a oferta de chips para celulares neste segundo semestre. O desafio, segundo o diretor de comunicação e marca da Nio, Bruno Chamas, foi construir uma identidade nova ao mesmo tempo que mantinha relação com os clientes antigos da Oi. “A gente sempre cuidou muito da base. É uma marca nova, mas não começamos do zero”, afirma. A Nio entrou em um mercado de banda larga pulverizado e decidiu não disputar atenção apenas pela velocidade da conexão, buscando associar a marca a uma experiência mais simples e previsível. Um dos principais pilares é o preço fixo: a empresa lançou os seus planos com a promessa de não aumentar o valor pago pelos clientes até janeiro de 2028 e posteriormente estendeu a política para janeiro de 2030. Para sustentar a lembrança da marca, a companhia mantém uma estratégia de comunicação contínua, embora não divulgue o valor investido em marketing. Foi nesse contexto que a Nio levou ao ar, em julho, as “Niovelas”, séries verticais criadas para as redes sociais. Cada produção tem três episódios, com duração de até dois minutos, e duas delas utilizaram inteligência artificial. O formato, pensado para aproximar a marca de uma linguagem que já faz parte do consumo de entretenimento nas plataformas digitais, levou para as narrativas o principal argumento comercial da Nio — o preço fixo nos próximos quatro anos — em vez de apresentá-lo em um anúncio tradicional. A estratégia terá um novo teste com a entrada no mercado de telefonia móvel. A empresa prepara a oferta de chips para celulares e pretende levar para os novos planos a mesma lógica de comunicação adotada na banda larga. A expansão seguirá uma estratégia predominantemente digital, com criadores de conteúdo, projetos próprios e inteligência artificial. A primeira etapa será apresentar os benefícios dos planos e, depois, trabalhar o engajamento em torno da oferta. A Artplan é a agência da Nio desde a criação da marca, enquanto a Jota dá suporte à comunicação nas redes sociais. A empresa também mantém uma equipe interna dedicada a essas plataformas. No primeiro trimestre, a V.Tal reportou receita líquida de R$ 1,5 bilhão, valor menor do que o R$ 1,8 bilhão registrado no mesmo intervalo de 2025. Entretanto, o investimento, medido por Capex, manteve-se em R$ 400 milhões.