Fundada no Rio, companhia estreou na Bolsa há cinco anos e vale R$ 2 bilhões na B3 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pedro Ripper, sócio e CEO da Bemobi — Foto: Ana Branco/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 19:35 Bemobi aposta em IA para revolucionar pagamentos digitais globais A Bemobi, empresa carioca avaliada em R$ 2 bilhões na B3, pretende preparar empresas para a era dos pagamentos "agênticos", onde agentes de IA pagarão contas dos consumidores. Originalmente focada em pacotes de apps para pré-pagos, agora a Bemobi facilita pagamentos digitais para serviços recorrentes, como telefonia e educação. A empresa planeja expandir globalmente, mirando franqueadores e pontos de venda. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Bemobi quer explorar um novo filão: preparar as empresas para se relacionar com os agentes de inteligência artificial que, muito em breve, vão pagar as contas dos consumidores, da fatura de internet à mensalidade da escola. A companhia estreou na Bolsa há cinco anos vendendo pacotes de aplicativos a clientes de celular pré-pago, mas, desde então, virou uma plataforma que permite que negócios tradicionais deixem de depender apenas do boleto para aceitar outras modalidades de pagamento, como carteiras digitais e o Pix. O foco está em empresas de serviços recorrentes, como operadoras de telefonia, empresas de luz e água (Sabesp e Light), escolas e faculdades (Yduqs, da Estácio, e Salta Educação, do Elite e do pH). A companhia calcula que 12 das 15 maiores empresas com pagamentos recorrentes usem sua tecnologia. — O Brasil vai ser precursor dos pagamentos “agênticos”. Estamos quebrando a cabeça sobre como lidar com esses agentes. Para que os agentes de big techs e bancos funcionem, as empresas terão que ter uma infraestrutura preparada e até um agente próprio que cuide da cobrança pelo seu lado. É esse papel que vamos exercer. Já estamos desenvolvendo agentes que representam as empresas, e o próximo passo é permitir que eles se relacionem com os agentes que estão emergindo — explica Pedro Ripper, CEO da Bemobi, que vale R$ 2 bilhões na Bolsa. Ecossistemas Quando a Bemobi chegou à Bolsa, 90% das suas receitas vinham do negócio de pacotes de aplicativos para celular pré-pago. Hoje, essa parte do negócio está concentrada nas operações no exterior — a empresa carioca opera em dezenas de países —, e 70% das receitas vêm de pagamentos e softwares relacionados. Para Ripper, mais de 90% do crescimento daqui para frente virão desse negócio. — Estamos pegando aquilo que aprendemos a fazer no Brasil e levando para outros países. Já temos clientes de pagamentos no Chile e no México, por exemplo. E, agora, queremos chegar a novos setores, com foco no que chamamos de ecossistemas. É o caso de franqueadores e franquias, distribuidores e pontos de venda. Achamos que podemos ser uma espécie de sistema operacional de pagamentos para essas cadeias — afirma o CEO.