0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Marcio Fabbris, CEO da Nio — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/07/2026 - 15:48 Nio, ex-Oi Fibra, planeja lançar serviço de internet móvel após recuperação A Nio, anteriormente Oi Fibra, superou um ano inicial difícil e voltou a crescer. Agora, planeja lançar um serviço de internet móvel para competir no mercado de combos de banda larga e celular. A empresa, que tem 3,2 milhões de clientes, estendeu sua promoção de preço fixo até 2030. Após se desvincular dos sistemas da Oi, a Nio parou de perder clientes e visa expandir suas operações e considerar aquisições futuras. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após um primeiro ano "turbulento", no qual perdeu mais de meio milhão de clientes, a Nio — antiga Oi Fibra — diz ter voltado a crescer e planeja ampliar seu portfólio de produtos. A companhia vai lançar internet móvel no segundo semestre — para competir com rivais que exploram o "combo" de banda larga e celular — e decidiu estender até 2030 sua oferta de fibra com preço fixo. Até então, a promoção iniciada no lançamento da provedora valia até 2028. — Tivemos um primeiro ano operacionalmente complicado. Usávamos sistemas que vieram da Oi, que eram frágeis. Tivemos muitos problemas com faturas, no SAC e com a empresa da Oi que fazia a visita técnica aos clientes. Mas, em março, ficamos completamente livres dos sistemas legados da Oi. Já em abril, paramos de perder clientes. Os dados de maio ainda não são oficiais, mas também são positivos — conta Marcio Fabbris, CEO da Nio. Copa A Nio é resultado de uma transação de R$ 5,7 bilhões, na qual a V.tal — rede "neutra" de fibra óptica controlada por fundos do BTG Pactual — adquiriu o serviço de internet de alta velocidade da Oi. A companhia tem hoje 3,2 milhões de clientes e atua em escala nacional, embora sua operação em São Paulo seja residual. Seu principal mercado é o Rio, que concentra cerca de um quinto da clientela. De acordo com Fabbris, a decisão de estender a oferta de preço fixo se deve ao índice de adesão ao modelo. Mais de um terço dos clientes da Nio já está nesse tipo de plano, e sua taxa de "churn" é inferior à metade da registrada no restante da base, segundo o CEO. — Quando lançamos, não sabíamos qual seria a resposta a esse formato, mas a adesão nos surpreendeu. Como estamos em ano de Copa, resolvemos levar o modelo até o ano da próxima Copa — acrescenta. Aquisições Segundo o CEO, um dos planos mais imediatos da Nio é colocar no mercado, no segundo semestre, um serviço de internet móvel integrado aos planos de fibra. A companhia fechou um contrato de operadora virtual (MVNO, na sigla em inglês) com a Surf Telecom, que usa a infraestrutura de rede da TIM. — Nossa ideia é sempre ter o móvel empacotado com a fibra. Queremos ser o primeiro desafiante a entrar no mercado com fibra e celular em escala nacional depois que a Oi saiu — explica Fabbris. — O primeiro ano foi de recuperação; a gente estava na UTI. O segundo ano é de "turnaround" (virada). O terceiro ano será dedicado a pensar em aquisições. Temos acionistas muito fortes, e o mercado é fragmentado. Queremos ser consolidadores.