Eleições 2026

Candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro chegará ao início da campanha com palanques montados nos 26 estados e no Distrito Federal, em uma rede que reúne candidatos do próprio partido e aliados de outras legendas. O mapa, porém, é menos homogêneo do que a presença nacional do PL sugere: em alguns estados, a legenda lançou candidato próprio; em outros, aderiu a nomes de siglas aliadas, e há casos em que o palanque estadual sequer representa apoio declarado à candidatura presidencial.

A estratégia foi desenhada ainda no início do ano, com a orientação da cúpula do PL para que seus diretórios buscassem, em todos os estados, pelo menos um candidato ao governo ou ao Senado capaz de fazer campanha para Flávio. A diferença entre a arquitetura partidária e o apoio político aparece com nitidez no Nordeste, região em que o presidente Lula (PT) aparece mais bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto.

Na Bahia, por exemplo, o PL estará na coligação de ACM Neto (União), com João Roma (PL) na disputa pelo Senado. Neto, contudo, afirma apoiar “pessoalmente” Ronaldo Caiado (PSD) para presidente. Segundo aliados do ex-prefeito de Salvador, o presidenciável do PSD ocupa um espaço de centro-direita capaz de reduzir a “polarização” e acomodar diferentes preferências na disputa estadual. Pesa ainda, segundo esses interlocutores, o interesse de ACM Neto em evitar os desgastes de uma aproximação mais direta com Flávio, que enfrenta resistência entre os eleitores baianos.