A delação premiada é uma prerrogativa da Viúva. Em dezembro de 2008, o FBI prendeu o financista Bernie Madoff, que brilhava sentado numa pirâmide de US$ 65 bilhões. Comparado com suas conexões, Daniel Vorcaro com seu Banco Master era um flanelinha. Madoff tinha o que contar, um de seus fundos juntava boa parte da granfinagem internacional (com alguns brasileiros). Não se conhecem os detalhes de suas conversas com o Ministério Público, mas o fato é que nem o governo, nem ele puseram a carta da delação na mesa.
Madoff reconheceu-se culpado e viu-se condenado a 150 anos de prisão. A Viúva depenou-o leiloando suas casas, seus 40 relógios, faqueiros e cuecas. O finório morreu na cadeia em 2021, aos 82 anos.
Desde sua prisão, Daniel Vorcaro mudou o eixo de seu caso. Fala-se mais de sua delação do que de sua fraude. Teve rejeitadas duas propostas de colaboração e trocou de advogados, juntando mais um há poucas semanas.
O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, durante evento em Paris, em 2023 - Reprodução Esfera Brasil no YouTube
Com as provas, grampos e contratos já reunidos pela Polícia Federal, o futuro de Vorcaro, como o de Madoff, está escrito nas estrelas. Se ele quer falar, ótimo. Se não, paciência.







