Raimundo Cutrim teve prisão domiciliar decretada pelo ministro em julho por coação no âmbito da Operação Tech Office 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ministro do STF Flávio Dino — Foto: Victor Piemonte/STF O ex-secretário extraordinário de Assuntos Legislativos do Maranhão, Raimundo Cutrim, foi alvo nesta terça-feira (11) de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga suposto monitoramento ilegal do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. A operação foi autorizada pelo ministro da Corte, Alexandre de Moraes e teve o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). O caso está sob sigilo. Leia mais A apuração teve início após o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, do blog Luis Pablo, publicar textos afirmando que Dino e familiares estariam usando indevidamente um carro do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) em viagens realizadas em São Luís, capital do Estado. As publicações começaram em novembro de 2025. Em março, a PF cumpriu um mandado de busca e apreensão contra Luís Pablo. A operação desta terça (11) é um desdobramento das investigações. Dados obtidos a partir da quebra de sigilo de celulares e equipamentos do jornalista apontaram que Cutrim teria sido a pessoa que fornecia informações a Luís Pablo. O ex-secretário é investigado pelo crime de stalking. Em nota, a defesa de Cutrim disse que ainda não teve acesso à íntegra dos autos, mas que a operação de hoje tem relação com as publicações do jornalista Luís Pablo e que as supostas irregularidades ainda não foram apuradas. “A defesa registra sua preocupação técnica quanto à exposição de alguém na condição de fonte jornalística, garantia diretamente vinculada ao sigilo da fonte assegurado pelo art. 5º, inciso XIV, da Constituição Federal, e ao pleno exercício da liberdade de imprensa, valores que devem ser preservados independentemente do desfecho das apurações em curso. A defesa reafirma sua confiança na Justiça e no devido processo legal, e permanece à disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários, tão logo tenha acesso pleno aos autos”, diz texto assinado pelos advogados Berilo Freitas Filho e Berilo Freitas Neto. Em julho, o ministro Flávio Dino decretou a prisão domiciliar de Cutrim, no âmbito da Operação Tech Office, em que ele é investigado por coação no curso do processo. O caso também está sob sigilo. Em nota, a assessoria de Dino reiterou que jamais houve uso irregular de veículos oficiais do TJ-MA e que faz uso de um carro blindado cedido por solicitação da Secretaria de Segurança do STF, seguindo o acordo de cooperação vigente com os tribunais do país. O ministro também disse que é alvo constante de agressões e ameaças e que as investigações recentes mostraram que veículos particulares do ministro eram monitorados e seguidos. Diante disso, afirmou que solicitou o reforço da sua segurança e da sua família. Em março, quando Moraes autorizou a operação contra a Luís Pablo, a decisão foi criticada por entidades como a Abraji e a OAB. Interlocutores do STF, no entanto, negam que a investigação tenha correlação com crimes contra a honra ou liberdade de expressão e que o foco da apuração são os monitoramentos ilegais.
Ex-secretário do Maranhão é alvo de operação da PF que investiga monitoramento ilegal a Dino
Raimundo Cutrim teve prisão domiciliar decretada pelo ministro em julho por coação no âmbito da Operação Tech Office












