Para o executivo, o fomento às startups latino-americanas de base científica é fundamental para garantir que os projetos da região ganhem escala na era da inteligência artificial 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O fomento às startups latino-americanas de base científica, as "deep techs", é fundamental para garantir que os projetos da região ganhem escala na era da inteligência artificial (IA), disse nesta terça-feira (11) o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, no evento Deep Tech Summit 2026, em São Paulo. "A região ganhou um aliado com a IA. A gente pode dar o salto de produtividade que a região precisa", disse Goldfajn. No entanto, o apoio às chamadas "deep techs" exige um "capital paciente, que não quer o resultado apenas no próximo mês", frisou o ex-presidente do Banco Central (BC) do Brasil (de junho de 2016 a fevereiro de 2019). "Na América Latina não falta talento, não falta ciência. O desafio é conectar a ciência, o financiamento, o empreendedorismo e o ecossistema em um grupo só", observou o presidente do BID na abertura do evento, nesta terça-feira (11), em São Paulo. "Temos que converter esse conhecimento científico em negócios escaláveis. Temos que sair das startups para algo que tenha impacto econômico, que mude a vida das pessoas." Lacuna entre talentos e a indústria Goldfajn citou um novo mapeamento de 236 startups de base científica feito pelo BID em oito países da região (Argentina, Brasil, Chile, Bolívia, Costa Rica, México, Peru e Uruguai), mostrando que as conexões entre talentos e indústria são uma lacuna que o banco busca fechar. "Acreditamos que o que precisa ser feito é a gente construir as conexões e as instituições necessárias para organizar essas capacidades em sistemas que sejam escaláveis e gerem o impacto", observou o presidente do BID. Ele citou uma linha de financiamento de US$ 400 milhões aprovada para o BID Lab, braço de investimentos de capital de risco do BID para inovação, voltada a startups na região, entre 2026 e 2032. Projetos de startups latino-americanas nas áreas de robótica e IA física, ou IA embarcada, também serão mapeadas pelo BID, em um novo estudo do setor. Presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn — Foto: Ana Paula Paiva/Valor