A ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis, na sigla em inglês) e outros grupos jurídicos entraram com uma ação nesta terça-feira (11) para bloquear a mais recente tentativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de restringir a cidadania por direito de nascimento.
A ofensiva ocorre cinco dias depois de Trump assinar duas ordens executivas sobre o tema. As medidas restringem a cidadania automática para algumas categorias de crianças nascidas nos EUA e ampliam as limitações ao chamado "turismo de nascimento", quando estrangeiras viajam ao país para dar à luz e obter a cidadania para os filhos.
Uma das ordens determina que o governo não reconheça a cidadania de crianças cujos pais tenham cometido fraude para obtê-la. A outra prevê restrições à concessão de vistos para estrangeiras suspeitas de viajar aos EUA com o objetivo de dar à luz. As medidas também atingem filhos de funcionários de governos estrangeiros e de pessoas classificadas pelo governo como "inimigos estrangeiros".
A nova ofensiva ocorre pouco mais de um mês depois de a Suprema Corte impor uma derrota a Trump. Em 30 de junho, o tribunal derrubou, por 6 votos a 3, a primeira tentativa do presidente de restringir a cidadania por nascimento, prevista em uma ordem executiva assinada no primeiro dia de seu segundo mandato. A medida buscava impedir que crianças nascidas nos EUA de pais que não fossem cidadãos americanos ou residentes permanentes obtivessem automaticamente a cidadania.














