Em meados de junho, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi questionado em uma live se o candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, iria "dar trabalho" nessa eleição.
"Qualquer pessoa que for morder uma parte do eleitorado do Flávio, que tiver esse potencial, vai ser turbinada por setores interessados em depois 'compor' o governo, ou indicar nomes para o governo", disse Eduardo Bolsonaro.
"Então, é natural, o Renan Santos só está sendo o papel higiênico de gente da Faria Lima e de outros setores da sociedade. Mas não chega a assustar", completou o filho "03" de Jair Bolsonaro.
Ao menosprezar o impacto de Renan nas eleições de 2026, Eduardo revelou, no entanto, um movimento que avança sem alarde nos corredores de bancos, gestoras de recursos e corretoras de valores: o interesse crescente de parte do mercado financeiro no candidato de 42 anos, com ensino superior incompleto, e que concorre pela primeira vez a um cargo público.
Com seu partido recém-criado a partir do Movimento Brasil Livre (MBL) —grupo que ganhou notoriedade durante as manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff—, Renan tem ganhado corações na Faria Lima com um discurso que mistura elementos do ultraliberalismo econômico do presidente argentino Javier Milei com um populismo policial inspirado no salvadorenho Nayib Bukele.










