Depois de admitir que mira eleitorado do pré-candidato do PL, ativista do MBL afirma que senador só quer 'ficar rico e comprar imóveis' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Renan Santos diz que candidatura de Flávio Bolsonaro é inviável — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/07/2026 - 10:04 Renan Santos ataca Flávio Bolsonaro e busca 10% do eleitorado Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo Missão, criticou Flávio Bolsonaro, chamando-o de "criminoso" e acusando-o de ter interesses pessoais em enriquecer e adquirir imóveis, em vez de ser presidente. Santos mira os eleitores de Flávio para alcançar 10% das intenções de voto, posicionando-se como alternativa à polarização política. Ele também critica o partido Novo, associando-o ao bolsonarismo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Pré-candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos chamou o concorrente Flávio Bolsonaro (PL) de "criminoso" e questionou as intenções do senador na disputa eleitoral. Em entrevista ao MyNews, o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) afirmou que o filho de Jair Bolsonaro (PL) não tem condições de derrotar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) num eventual segundo turno. Na entrevista, Santos afirmou que Flávio "nunca quis ser presidente" e insinuou interesses escusos do presidenciável. — A quantidade de escândalos que envolvem o Flávio é assustadora porque o Flávio nunca quis ser presidente. O Flávio está lá em Brasília para fazer negócios. O lance do Flávio é ficar rico e comprar imóveis. Ele gosta de imóveis — disse. Santos citou a proximidade de Flávio com políticos alvos de operações policiais recentes e mencionou apenas o Missão ao comentar partidos de direita no Brasil. Na sequência, questionado sobre o posicionamento do Novo, associou a legenda do presidenciável Romeu Zema ao bolsonarismo. — O Novo é uma legenda de centro, mas apenas uma legenda. Qual é a visão de mundo do Novo sobre educação? Qual é o projeto de país que o Novo apresenta para o Brasil? Muitas vezes, a impressão é que o partido atua apenas como um aliado do bolsonarismo. Esse é o problema do Novo. Eles até surgiram com a proposta de ser uma alternativa, mas acabaram se aproximando desse campo político — disse. Santos também criticou a postura do Novo após a revelação do elo de Flávio Bolsonaro com o banqueiro suspeito de fraude Daniel Vorcaro — dono do Banco Master — pelo financiamento do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. — Agora que [o Novo] rompeu com Bolsonaro, será que o partido vai dizer que foi apenas 'muito inadequado' o fato de Flávio Bolsonaro ter recebido milhões de reais de Vorcaro? — questionou. — Parece que Flávio está sempre cometendo coisas inadequadas. Vamos ser sinceros, tem que dar nome aos bois, ou a gente vai ficar aceitando o campo da direita seja dominado por um criminoso? Que é isso que o Flávio é. Renan Santos mira eleitor de Flávio No sábado, depois do encontro do MBL em Belo Horizonte, o pré-candidato do Missão indicou à imprensa que tem como meta chegar em breve aos 10% das intenções de voto, com o apoio de quem votou em branco ou nulo e quem quer "fugir da polarização". Depois disso, admitiu mirar em eleitores de Flávio. — Eu preciso chegar a 10%, porque desde abril eu já estou consolidado na frente deles (presidenciáveis Zema e Ronaldo Caiado, do PSD). A Copa do Mundo atrapalha um pouco isso, porque ela faz com que o volume do conteúdo político diminua a um quinto do que é, então as pessoas saem do debate. Mas largar em 10%, dois dígitos, é uma estratégia para eu buscar o Flávio — disse ele a jornalistas. — Depois eu tenho que arrancar [votos] do Flávio. Renan Santos também disputa com o pré-candidato do Novo, Romeu Zema, o papel de outsider da próxima campanha ao Planalto. O ex-governador mineiro criticou o presidenciável do Missão, que tem sido o único de direita a registrar avanços — mesmo que sutis e dentro da margem de erro — nas pesquisas de intenção de voto. Foi justamente na falta de experiência política que Zema se concentrou para rebater o adversário, que o havia criticado no fim de semana. Santos disse que Zema nunca foi um outsider e vive hoje uma crise de identidade partidária. Em sabatina promovida pelo grupo Derrubando Muros, o ex-governador mineiro chamou o outro candidato ao Planalto de “metralhadora giratória”. — Como ele não teve experiência na gestão pública, sai dando tiro como uma metralhadora giratória, prometendo mundos e fundos — disse o mineiro, que, quando foi eleito em 2018, era empresário e também não tinha bagagem política. — Se um dia ele estiver do outro lado do balcão, com certeza as coisas mudam.