Imagens de ressonância magnética trazem evidências em favor de algo que muitos tutores de cães já pressentiam: os bichos têm uma compreensão relativamente sofisticada das emoções humanas. Observando fotos de alguns Homo sapiens, eles são capazes de distinguir expressões faciais de alegria, de medo e de raiva, por exemplo.
As capacidades dos animais nesse sentido, ainda que nem de longe tão apuradas quanto as nossas, são mais um indício de como a convivência de milhares de anos entre pessoas e cachorros aproximou a cognição e as emoções das duas espécies.
"Quando comparamos os seres humanos com os demais primatas, estamos observando habilidades que podem ter vindo de um ancestral comum", declarou a principal autora do novo estudo sobre o tema, Laura Cuaya, da Universidade de Viena. "Com os cães, a história é totalmente diferente. Eles seguiram uma trajetória evolutiva muito diferente, mas, por meio da domesticação, desenvolveram as habilidades sociais necessárias para nos entender e cooperar conosco", explicou ela em comunicado oficial.
Cuaya e seus colegas publicaram suas conclusões no periódico especializado iScience nesta segunda-feira (10). A equipe, que inclui pesquisadores da Universidade Autônoma do México e de instituições de pesquisa na Hungria, trabalhou com um total de 20 cães (a maioria dos quais da raça border collie, com alguns labradores, golden retrievers e vira-latas no meio) e seus tutores.











