A IPB (Igreja Presbiteriana do Brasil), com 167 anos de história, não vai se deixar levar por polarizações ou pela "vulgarização" do "tribunal da internet", diz o reverendo Juarez Marcondes Filho.
Ele assumiu a presidência do Supremo Concílio, o órgão máximo da denominação, no começo do mês. Foi eleito numa reunião que acontece de quatro em quatro anos e que, em 2026, acirrou ânimos presbiterianos com discussões sobre Legendários, mulheres e "maledicência digital".
Em entrevista à Folha, Marcondes Filho reconhece afinidades com a direita, mas recusa carimbos ideológicos. "Não se pode de maneira nenhuma dizer que a igreja é lulista ou bolsonarista. Isso aí chega a ser uma pecha desagradável para nós."
Ele também rebate a ideia de que prever sanções para quem criticar lideranças no "tribunal da internet" dê margem para censura interna. O "denuncismo vazio" é "como abrir o travesseiro de penas e jogá-las ao ar", compara. O estrago está feito, "você nunca mais junta as penas".
Restrições à atuação feminina na igreja são de ordem doutrinária, segundo ele. "Querem até nos tratar como misóginos. Não somos. Temos o maior respeito pelas mulheres."







