Decisão foi tomada pelo Supremo Concílio, assembleia da denominação, que se reuniu em Manaus 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O movimento Legendários — Foto: Reprodução/los.legendários.org RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 21:48 Igreja Presbiteriana do Brasil desaprova participação em Legendários A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) aprovou uma recomendação para que seus membros não participem do movimento Legendários, grupo que busca "restaurar o verdadeiro potencial masculino". A decisão, tomada pelo Supremo Concílio em Manaus, critica práticas neopentecostais e de marketing do movimento que, segundo a igreja, relativizam a suficiência das Escrituras e podem dividir congregações. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) aprovou nesta terça-feira uma recomendação que orienta pastores, presbíteros, diáconos e membros a não participarem ou apoiarem o grupo Legendários, que se apresenta como uma iniciativa para “restaurar o verdadeiro potencial masculino”. A decisão foi tomada pelo Supremo Concílio, assembleia da denominação, que se reuniu em Manaus. Os pastores da Igreja entenderam que o movimento é incompatível com a doutrina da religião. Segundo o documento, os Legendários adotam metodologias "pragmáticas, neopentecostais e experienciais" contrárias aos princípios da denominação. O parecer sustenta que essa abordagem relativiza a suficiência das Escrituras e da obra de Jesus Cristo. A análise foi baseada em um parecer elaborado pelo Sínodo do Tocantins, que criticava a incorporação de práticas inspiradas no ambiente corporativo, como técnicas motivacionais e estratégias de marketing. Entre os exemplos apontados estão gritos de guerra, o uso de camisetas padronizadas e a identificação numérica dos participantes, incluindo situações em que Jesus Cristo seria chamado de “Legendário 001”. Para os religiosos, essas estratégias transformariam a vivência religiosa em "experiência de consumo". Outro ponto levantado é que atividades como restrição alimentar, esforço físico intenso e pressão psicológica podem provocar estados emocionais posteriormente interpretados como experiências espirituais. O parecer ainda alerta que o movimento pode estimular uma divisão entre os chamados “legendários” e os demais membros da igreja, comprometendo a unidade das congregações e enfraquecendo a autoridade de pastores e conselhos. O que é o Legendários? Nascido na Guatemala, em 2015, com o propósito de "restaurar o verdadeiro potencial masculino" e hoje com mais de 100 mil adeptos no mundo, o movimento cristão Legendários se espalhou no Brasil com o impulsionamento de celebridades e políticos. Até agora, ao menos 17 cidades — inclusive as capitais Campo Grande, Cuiabá e Vitória — e dois estados — Mato Grosso e Paraná — já instituíram como lei o Dia dos Legendários. Além disso, integrantes com maior influência econômica deste movimento que só tem homens passaram a incorporar práticas ligadas ao universo financeiro como uma forma de prosperidade, para atrair novos participantes. No Brasil desde 2017, quando chegou em Balneário Camboriú (SC), o movimento não está ligado a uma religião específica, embora a maioria dos eventos esteja vinculada a grandes denominações evangélicas. Para se tornar um legendário, os homens precisam passar 72 horas em uma montanha, sem contato com o mundo exterior, e superar desafios físicos e espirituais. Levar uma Bíblia é requisito obrigatório. O objetivo é alcançar uma "nova relação" com Deus, com a promessa de que os participantes se tornarão melhores maridos e pais. O preço para subir a montanha como legendário custa em média R$ 1,5 mil, conforme a localidade escolhida. *Com informações de Matheus Santos, da Rede Amazônica
Igreja Presbiteriana aprova documento que orienta fiéis e pastores a não participarem dos Legendários
Decisão foi tomada pelo Supremo Concílio, assembleia da denominação, que se reuniu em Manaus







