Venda do negócio, prevista no plano aprovado pelos credores, deverá gerar recursos para o pagamento de dívidas da companhia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A Hortifruti é a maior rede varejista especializada em frutas, legumes e verduras do Brasil — Foto: Divulgação A Americanas recebeu autorização da Justiça para vender a rede Hortifruti Natural da Terra. A decisão foi tomada pela 4ª Vara Empresarial do Rio e permite que a operação seja realizada inclusive depois do encerramento da recuperação judicial da companhia. O Hortifruti Natural da Terra foi incluído no plano de recuperação da Americanas como uma Unidade Produtiva Isolada (UPI). A possibilidade de venda está prevista expressamente no plano aprovado pelos credores e serve para gerar recursos financeiros para quitar os débitos. Por isso, o juiz entendeu que a operação representa o cumprimento de uma medida já autorizada no processo de recuperação judicial. A decisão determina, no entanto, que a venda siga o procedimento estabelecido no plano de recuperação. A operação poderá ocorrer por meio de procedimento competitivo, com o objetivo de permitir a disputa entre interessados. A Administração Judicial se manifestou a favor da venda. O Ministério Público também considerou que não seria necessária uma nova autorização judicial, justamente porque a alienação do Hortifruti já estava prevista no plano aprovado. O plano de recuperação prevê a alienação de Unidades Produtivas Isoladas sem sucessão. Na prática, isso significa que o eventual comprador não assume automaticamente as obrigações e dívidas da Americanas vinculadas ao negócio. A Americanas entrou em recuperação judicial em janeiro de 2023, após revelar uma fraude contábil bilionária. A dívida chegou a mais de R$ 43 bilhões. O plano de recuperação foi aprovado pelos credores em dezembro de 2023 e homologado pela Justiça em fevereiro de 2024. Desde então, a empresa cumpre um prazo de dois anos de supervisão judicial, que já está perto do fim. A companhia também pediu à Justiça o encerramento formal da recuperação judicial, alegando ter cumprido as obrigações previstas no plano para esse período. O juiz, porém, ainda não decidiu sobre esse pedido — ele aguarda a análise de objeções apresentadas por alguns credores.