Um mês e meio depois de uma juíza bloquear mais de R$ 50 bilhões de acionistas da Lojas Americanas, a medida foi revertida, encerrando a recente reviravolta que reaqueceu o caso com uma nova fase da Operação Disclosure, em junho.
O TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) no Rio de Janeiro suspendeu o bloqueio de R$ 54 bilhões que abrangia Carlos Alberto Veiga Sicupira, acionista de referência, Paulo Lemann, ex-conselheiro e filho de outro sócio principal, Jorge Paulo Lemann, e Eduardo Saggioro, o presidente do conselho de administração da Americanas.
A decisão, em resposta ao pedido da defesa dos alvos, foi antecipada pelo jornal Valor Econômico na última sexta-feira (7).
Autorizada pela juíza Giovana Teixeira Brantes Calmon, da 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, a operação, que ainda determinou a busca e apreensão contra Sicupira, Paulo Lemann e Saggioro, também evidenciou uma divergência entre os órgãos investigadores.
No documento, a juíza contestou o posicionamento do Ministério Público Federal, de que o conselho de administração e os acionistas majoritários foram ludibriados pela então diretoria da Americanas. Para a juíza, os acionistas acompanhavam o dia a dia da companhia e por isso teriam conhecimento da fraude.







