Em julho, visitei em São João Del-Rei (MG) uma Apac, sigla para Associação de Proteção e Assistência aos Condenados. É um modelo de prisão eficiente e sem segurança armada. Oferece uma alternativa entre o punitivismo e a visão de que o preso é apenas vítima da desigualdade.
As Apacs são pouco conhecidas em parte porque essa solução não se encaixa na lógica da polarização. Recuperandos —como os presos são chamados— têm responsabilidade por seus crimes ao mesmo tempo em que não usam uniforme e são chamados pelo nome.
A reflexão é oportuna porque segurança pública é o assunto mais quente do ano eleitoral, puxada pelo tema do feminicídio, pela ampliação do poder do crime organizado e pelo medo generalizado de assalto de celular.
Entrada de Apac em São João Del-Rey (MG) - Divulgação
Mas a Apac não é novidade. Existe desde os anos 1970 e se expandiu a partir deste século. Hoje são cerca de 7.000 recuperandos em 69 unidades, a maioria em Minas Gerais.






