Elites jurídicas respondem por 94% de todo o "extrateto" pago ao funcionalismo no Brasil 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Em 2025, o poder público pagou a 67,3 mil servidores R$ 24,3 bilhões acima do teto de R$ 46,3 mil mensais, equivalente à remuneração bruta dos ministros do STF. Nesse grupo, 48,6 mil funcionários pertencem à elite das carreiras jurídicas - magistratura, Ministério Público, advocacias e defensorias públicas -, que receberam 94% do total. Os dados são de estudos do cientista político Sérgio Guedes-Reis, analista da Controladoria Geral da União (CGU) e pesquisador da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos EUA, que serviram de base para a Carta do FGV Ibre deste mês. Em uma espécie de competição por penduricalhos e vantagens, o teto do funcionalismo, sobretudo das carreiras jurídicas de elite, virou, na verdade, o piso remuneratório, e o Estado tornou-se um produtor de desigualdades.
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