A SpaceX espera fazer do próximo voo do Starship seu primeiro de perfil orbital, o que pode acontecer ainda no fim deste mês. Essa foi a novidade mais concreta que saiu da primeira teleconferência de Elon Musk com os acionistas após a empresa ter entrado na bolsa de valores Nasdaq, pouco menos de dois meses atrás.

É até curioso ver os relatos dessa apresentação, pois é o momento em que os investidores começam a conviver com algo que os observadores da exploração espacial já conhecem há tempos: Musk costuma ser confiável em termos de entregas finais, mas projeções e prazos costumam ser excessivamente otimistas.

No curto prazo, a visão é menos nublada. De fato, após o voo 13, realizado no último dia 24, o maior foguete do mundo cumpriu quase todos os seus objetivos, mais crucialmente a bem-sucedida liberação de satélites Starlink no espaço e o teste de reacendimento do motor da nave no vácuo. Eles mostram que o sistema está pronto para começar seu trabalho de incrementar a megaconstelação Starlink com uma terceira geração de satélites.

É verdade que a recuperação dos dois estágios para reuso ainda não é garantida, mas para lançar satélites ela é desnecessária –ao medirmos o sucesso atual dos foguetes, quase nos esquecemos de que, até outro dia (2015), todas as viagens, sem exceção, eram só de ida.